
A Polícia Civil do Distrito Federal informou que 400 pessoas foram presas em flagrante durante os atos de vandalismo registrados Brasília neste domingo (8). A informação foi confirmada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) durante a noite de ontem.
Os homens serão levados para o Complexo Penitenciário da Papuda, enquanto as mulheres para a penitenciária feminia no distrito, ambas unidades prisionais de Brasília.
Venho informar que mais de 400 pessoas já foram presas e pagarão pelos crimes cometidos. Continuamos trabalhando para identificar todas as outras que participaram desses atos terroristas na tarde de hoje no Distrito Federal. Seguimos trabalhando para que a ordem se restabeleça.
— Ibaneis Rocha (@IbaneisOficial) January 8, 2023
Na madrugada desta segunda-feira (9), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), publicou em seu perfil no Twitter que prosseguem as identificações dos responsáveis pelos atos.
1. Prossegue a identificação de todos que participaram ou financiaram os graves crimes perpetrados neste domingo. Todos serão apresentados ao Poder Judiciário, ainda hoje e nos próximos dias.
2. É hora de ampla união nacional em defesa da Constituição e das leis.
— Flávio Dino 🇧🇷 (@FlavioDino) January 9, 2023
Procedimento da Polícia em Brasília
Após deter as 300 pessoas, a Polícia Militar levou os ônibus da corporação ao Complexo da Polícia Civil do Distrito Federal, localizado a cerca de 13km da Praça dos Três Poderes.
Os extremistas responderão pelo artigo 359-M do Código Penal, que prevê reclusão de 4 a 12 anos por quem tentar depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo ligitimamente constituído.
Além disso, os radicais detidos serão autuados individualmente. Após passar por exames de corpo de delito, aguardarão audiência de custódia nas unidades prosionais da capital federal.
Sobre os ataques
Durante os atos, os extremistas depredaram os prédios dos Três Poderes e quebraram vidros, cadeiras, computadores e mesas. Também danificaram obras de arte, como a pintura As Mulatas, de Di Cavalcanti, que fica no terceiro andar do Palácio do Planalto.
Também chegaram a atear fogo no Salão Verde.
No Supremo, as cadeiras dos ministros foram arrancadas e um brasão da República foi retirado do local.