Ao assumir oficialmente o cargo em Brasília nesta terça-feira (3), o novo ministro das Cidades, Jader Filho, anunciou que uma das prioridades do governo Lula é retomar o programa habitacional ‘Minha Casa, Minha Vida’, descontinuado no governo Bolsonaro. 

Em seu discurso, Jader ainda revelou um pedido do presidente: para que as moradias populares do projeto tenham varandas.

“[Lula] Diz que o programa tem de levar dignidade, ajudar a diminuir as desigualdades do país. Não é porque a pessoa precisa do apoio do governo que pode se receber uma obra qualquer, de baixa qualidade. Ao contrário, temos de ofertar o melhor possível ao povo brasileiro”, disse o ministro.
Jader destacou que a gestão da pasta terá destaque para reconquistas sociais. Ele afirmou que durante a pandemia de covid-19, mais de um milhão de pessoas foram despejadas ou ameaçadas de despejo.
Além disso, o ministro ainda citou números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) de 2019 que apontam déficit habitacional de 5,9 milhões de moradias no país.
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O governo terá R$ 10 bilhões reservados para o programa habitacional, segundo o Orçamento de 2023.
Saneamento básico
Durante o discurso de posse, Jader também garantiu que pretende dar grande atenção aos programas de saneamento básico.
Segundo o ministro, o governo de Lula não irá limitar investimentos privados no setor, ao mesmo tempo em que a gestão pública deve atuar em locais em que a iniciativa privada não tem interesse em investir, como nos pequenos municípios.
“Em 2020, foi aprovado o Marco do Saneamento. Não vamos limitar o investimento privado em saneamento. Ao contrário, vamos incentivar, mas sabemos que, em muitas áreas do país, especialmente nas mais pobres, justamente onde há pouco ou nenhum tipo de saneamento, não há interesse da iniciativa privada em investir. Nessas áreas, o poder público precisa agir”, garantiu.
Jader Filho também defendeu diálogo com movimentos sociais e anunciou a criação de Secretaria Nacional de Políticas para Territórios Periféricos.
“São vocês [integrantes de movimentos] que trazem a experiencia e a demanda organizada de parcela da população que ficou desistida nos últimos anos”, concluiu.
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