A primeira-dama da República e apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) negaram que o presidente tenha sido atendido no Hospital das Forças Armadas em Brasília nesta quinta-feira (17), após supostamente ter se queixado de dores abdominais.
A informação foi divulgada na manhã desta sexta (18) pelo Estadão, que afirmou que fontes do Gabinete de Segurança Institucional do presidente teriam confirmado o atendimento médico.

Em sua conta do Instagram, Michelle Bolsonaro afirmou que era “mentira” que seu marido havia precisado ir ao hospital. Fabio Wajngarten, ex-secretário-executivo do Ministério das Comunicações, classificou a notícia da suposta internação do presidente como “fake”.
Outro que se posicionou sobre o caso foi o ex-ministro do Turismo, Gilson Machado Neto. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele disse que o chefe do executivo passa bem e contou que havia acabado de ter uma agenda com o presidente.
“É fake. O presidente ‘tá’ bem, obrigado. O presidente ‘tá’ se recuperando do problema que ele teve na perna. E quero dizer o seguinte: o presidente não parou de trabalhar um segundo nesses dias. Trabalha 18 horas por dia e eu sou testemunha disso. Essa notícia é mais um fake”, afirmou Gilson no vídeo.
Ver essa foto no Instagram
O problema de Bolsonaro na perna ao qual o ex-ministro se refere na fala é uma erisipela, uma infecção bacteriana nas camadas superficiais da pele causada por um machucado não tratado corretamente. A condição pode acontecer também quando a pessoa tem imunidade baixa ou está inchada.
O “sumiço” do presidente das aparições públicas tem sido atribuído por seus aliados justamente à doença. De acordo com o vice-presidente, Hamilton Mourão, ela impede que Bolsonaro se vista de forma adequada para o trabalho.
“Não pode vestir calça, como é que vai vir para cá (Planalto) de bermuda?”, disse o general da reserva ao jornal O Globo.
Após ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais deste ano, Bolsonaro se fechou no Palácio da Alvorada e apareceu em público apenas uma vez, dois dias depois após o segundo turno.
Os compromissos de Bolsonaro nas últimas duas semanas tem sido poucos e a agenda do presidente passou a estar mais vazia, com espaçadas reuniões. Até mesmo das redes sociais, onde era bastante presente, o chefe do executivo tem se distanciado.
Desde a vitória de Lula, Bolsonaro fez apenas três publicações em seu perfil do Twitter. A título de comparação, apenas no dia 29 de outubro, um dia antes do segundo turno, foram pelo menos 24 os tweets do presidente.
A suposta internação nesta quinta (17)
O que foi informado pelo Estadão é que Bolsonaro de fato foi ao HFA (Hospital das Forças Armadas), onde teria passado por exames e recebeu medicação após sentir fortes dores na região abdominal no começo da noite de ontem (17).
Segundo o veículo, a informação foi confirmada por diversas fontes do governo. Uma delas seria o ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, Walter Braga Netto, que inclusive teria dito ao jornal que o presidente já foi liberado e agora está no Palácio da Alvorada.
O Estadão noticiou também que o diagnóstico inicial foi de uma nova hérnia no local onde Bolsonaro levou uma facada durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG), no ano de 2018. Ministros informaram à reportagem que uma nova cirurgia está descartada no momento.
Desde o atentado, há quatro anos, Jair Bolsonaro já passou por 4 operações na região. A primeira das cirurgias, logo após o incidente, teve por volta de 2 horas de duração e foi realizada por conta das lesões que Bolsonaro sofreu nos intestinos delgado e grosso. Na época, ele foi ligado a uma bolsa de colostomia.
Acompanhe os conteúdos da SP RIO+ no Instagram, Youtube e Facebook