
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (16) que se esforçará para que a próxima COP, em 2025, seja realizada no Brasil, nos estados do Amazonas ou do Pará.
A declaração foi feita durante o evento “Carta da Amazônia – uma agenda comum para a transição climática”, no espaço da Organização das Nações Unidas (ONU). Em 2022, o evento acontece no Egito.
“Vamos falar com o secretário-geral da ONU e vamos pedir pra que essa COP de 2025 seja feita no Brasil […] Na Amazônia, tem dois estados para receber qualquer conferência internacional, que é o Amazonas e o Pará”, disse o presidente eleito.
Ao chegar no pavilhão brasileiro da COP-27, o petista foi recebido com aplausos. Entretanto, o local não é o oficial do Estado brasileiro, que fica a poucos metros de distância, instalado pelo ministério do Meio Ambiente do governo de Jair Bolsonaro (PL).
O primeiro discurso de Lula na conferência do clima era um momento de grande expectativa na COP-27. Ativistas, indígenas e jornalistas estavam presentes para ouvi-lo.
“Eu estou aqui para dizer para todos vocês que o Brasil está de volta ao mundo. Está saindo do casulo ao que foi submetido nos últimos quatro anos. O Brasil não nasceu para ser um país isolado“, disse Lula.
Durante seu rápido discurso, Lula ainda se comprometeu, mais uma vez, a criar o Ministério dos Povos Originários a partir de 2023.
Além de Lula, também estavam presentes no local a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva e as líderes indígenas Sônia Guajajara e Célia Xakriabá, todas eleitas deputadas federais nas eleições deste ano.
Lula no Egito
Lula chegou no balneário de Sharm el-Sheikh na terça-feira (15), convidado pelo presidente do Egito, Abdel Fatah al Sisi.
Suas primeiras reuniões aconteceram durante a noite.
Os encontros incluíram o enviado especial para o clima do governo dos Estados Unidos, John Kerry, e o principal negociador da China na COP27, Xhi Zhenhua.
Durante dois dias, Lula participará de pelo menos quatro eventos públicos, incluindo um discurso nesta quarta-feira, às 12h (horário de Brasília), além de reuniões com políticos, líderes indígenas e representantes da sociedade civil.
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