“Sou a favor da democracia”, diz Felício Ramuth (PSD), vice-governador eleito ao lado de Tarcísio de Freitas (Republicanos). A declaração foi feita em mais um episódio do podcast da SP RIO+, Talk +. Na entrevista, Felício comenta sobre os impactos da direita bolsonarista e as manifestações que se manteram presentes nos dias seguintes da eleição de Lula (PT).

Em relação às posições de Bolsonaro e seus seguidores sobre a competência das urnas eletrônicas, Felício deixa claro que ele e seu companheiro de chapa sempre foram a favor do processo eleitoral e nunca duvidaram da capacidade das urnas. “Se eu não acreditasse, não teria sido eleito”, diz ele, que comandará o governo do Estado de São Paulo ao lado de Tarcísio, em 2023.
Mesmo depois de mais de uma semana após o decisivo segundo turno das eleições deste ano, muitos manifestantes ainda protestam em diversas partes do Brasil, incluindo um grande grupo que ocupa uma área próxima do DCTA, em São José dos Campos, que se dissipam aos poucos.
Nessas manifestações, foram vistas faixas pedindo intervenção federal e militar. Felício comenta:
“Nesse momento, ao meu ver, não cabe pedido de intervenção militar. Eu não apoio, defendo a democracia. E acho que devemos mobilizar toda essa força da direita no momento certo a favor do país.”
Ele ainda completa que “Agora é hora de esperar as pautas da esquerda, e aquelas que a gente entender como um retrocesso, marcamos posição.”
Tarcísio de Freitas x Lula
Felício também destaca a importância da troca entre o governo estadual de Tarcísio e o federal de Lula, mantendo uma relação amistosa, “republicana” e democrática em 2023.
“Nós não vamos nos inspirar nos últimos exemplos que vimos na relação entre estado e governo federal, com Dória e Bolsonaro […] Nós queremos uma harmonia e vamos, claro, ter uma visão crítica. Não se trata de um alinhamento político, trata-se de uma união entre o estado mais importante do país com a esfera federal”, diz Felício.