Jair Messias Bolsonaro (PL) chega à Basílica de Nossa Senhoa Aparecida nesta quarta-feira (12), durante o feriado da padroeira. Acompanhado do senador eleito Marcos Pontes (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato ao governo do Estado de São Paulo, Bolsonaro participou de uma missa realizada na basílica.

Ao chegar nas dependências do santuário, durante a missa, Jair dividiu reações dos presentes. Da multidão de fiéis, ouviam-se gritos de apoio e vaias.
O candidato a presidência chegou em Guaratinguetá por volta das 12h e logo se dirigiu para as celebrações. Mais tarde, Bolsonaro deve continuar em Aparecida para participar de um terço realizado por um grupo católico independente, que não faz parte da programação oficial do santuário.
O evento acontece em frente à Basílica Velha e não teve aprovação do Santuário Nacional e nem da Arquidiocese de Aparecida
Nesta terça-feira (11), logo após ser confirmada a ida de Bolsonaro ao santuário, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) criticou, por meio de nota, aquilo que caracterizou como “a intensificação da exploração da fé e da religião como caminho para angariar votos no segundo turno”.
Apesar de nenhum nome ter sido citado na nota, a entidade ressaltou que condena “veementemente o uso da religião por todo e qualquer candidato como ferramenta de sua campanha eleitoral”.
Durante a missa solene da manhã, o arcebispo de Aparecida Dom Orlando Brandes comentou sobre a presença do presidente no local religioso.
“Eu não posso julgar as pessoas, mas nós precisamos ter uma identidade de religiosa. Ou somos evangélicos ou somos católicos. Então, nós precisamos ser fiéis à nossa identidade católica. Mas, seja qual for a intenção, (Bolsonaro) vai ser bem recebido, pois é o nosso presidente”, disse Dom Orlando Brandes.
Ele ainda afirmou que os fiéis devem “acolher aquele que for eleito com o voto e o poder do povo”.