
Em busca de uma governança feita pelos conselhos populares de trabalhadores, o candidato a deputado federal Weller Gonçalves (PSTU) afirmou que a estatização das empresas, em um cenário de revolução, teria que vir pelo processo de luta dos trabalhadores.
Em entrevista à SP RIO+ nesta terça-feira (27), juntamente com Luiz Carlos Mancha (PSTU), que é candidato ao Senado, Weller explica que o partido apresenta um plano emergencial, seguindo primeiramente com a estatização das grandes empresas e a taxação de grandes fortunas, para, mais adiante, emergir uma revolução popular.
“Esses bilionários, essa riqueza que eles tem, vem do suor dos trabalhadores”, diz Weller.
O candidato frisou que todo o programa emergencial para uma revolução se daria pela luta dos trabalhadores, colaborando com a estatização dessas empresas, que passariam a ser gerenciadas pelos próprios trabalhadores. Dessa forma, os líderes seriam definidos pelos conselhos de participação popular.
A estatização das empresas seria apenas uma das cabeças da chamada revolução popular defendida pelo PSTU. De acordo com Mancha, isso só seria possível com a mobilização popular, a organização dos trabalhadores e a participação da juventude, para assim “romper o sistema” capitalista.
As empresas seriam “governadas” pelos trabalhadores, e não pelo governo, seja ele federal pou estadual. Weller ainda cita o caso da Avibras e MWL, que tiveram problemas com atraso de salários e demissões em massa.
“A classe trabalhadora e povo pobre no nosso país é a maioria da população. Então nós não podemos aceitar que poucos bilionários tenham a riqueza de metada da poulação. Você anda pelas ruas e vê pessoas passando fome, em um país que tem uma grande produção de alimentos e sequer consegue suprir a necessidade de alimentar seu povo.”, disse Weller
Críticas ao PT
Weller ainda diz que a linha ideológica do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) é a verdadeira esquerda revolucionária. Além disso, ele e Mancha criticaram Lula e seu partido e o canditado ao Senado Márcio França. Críticas essas já feitas pela candidata à presidência do partido Vera Lúcia, que desaprova canditados que se aliam com defensores do agronegócio. Em sua fala, ela cita Lula, Simone Tebet e Bolsonaro.
Em uma análise sobre a situação da esquerda no Brasil, Mancha diz que entende a polarização política atual mas reforça: “No primeiro turno, o voto útil é o voto naquelas pessoas que você acredita.”
Além disso, mancha define Alckmin, vice na chapa de Lula, como “uma grande expressão da burguesia paulista” e chama Márcio França de “candidato da direita”.
“Nós somos um partido socialista, somos um partido revolucionário, e nós achamos que se o trabalhador tem condição de produzir a riqueza do país e do mundo, ele tem a capacidade também de governar o nosso país”, afirmou Weller.
Veja a entrevista completa: