Após anunciar nesta quarta-feira (31) as obras de duplicação da Rio-Santos no trecho entre Ubatuba e São Sebastião por iniciativa própria, o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, afirmou que também serão feitos trabalhos de recuperação e recapeamento da rodovia.
A informação foi dada em exclusiva à SP RIO+ após a sabatina ‘São Paulo em Debate’, a qual o governador participou nesta quinta (1°).

Segundo o governador, as obras de recapeamento na Rio-Santos tem previsão de início ainda este ano.
“Nós contratamos agora um projeto executivo que deve fiar pronto até meados do ano que vem, para que, estando pronto o projeto executivo, a gente contrate a duplicação. Até lá, nós já contratamos a recuperação e recapeamento de parte da rodovia, principalmente no trecho ali de São Sebastião à Caraguá, que precisa urgentemente desse recape. Nós vamos começar provavelmente até o mês de outubro e novembro esse recape, para que já nesse verão a gente usufrua de uma rodovia melhor. E no médio prazo, a duplicação da rodovia vai se concretizar”, informou Garcia.
O projeto
O projeto de duplicação da Rio-Santos está previsto para ser executado ao longo de 185km da rodovia no trecho entre as cidades de Ubatuba e São Sebastião. Também há a previsão de duplicação de um outro trecho, na Baixada Santista, que deve começar entre o fim do ano que vem e o início de 2024, segundo cronograma do governo estadual.
Os trabalhos de duplicação da rodovia são de responsabilidade do Ministério da Infraestrutura. No entanto, no novo contrato de concessão da Rio-Dutra, assinado há 10 meses pelo governo federal, a duplicação do trecho paulistafoi excluída. Dessa forma, o governador de São Paulo anunciou que fará o serviço por iniciativa própria.
Para Garcia, a decisão do Ministério da Infraestrutura foi deliberada e prejudica a logística rodoviária de São Paulo. A pasta na época era comandada por Tarcísio de Freitas, que disputará as eleições ao governo do estado com Garcia, que busca a reeleição.
Ministério da Infraestrura
Em nota à SP RIO+, a assessoria do Ministério da Infraestrutura informou que os estudos realizados pelas áreas técnicas para a concessão da Rio-Santos levaram em conta as boas práticas de engenharia e conceitos de capacidade e segurança viária.
Além disso, a pasta informou que, “no decorrer dos trabalhos, ficou claro que a ampliação de capacidade do trecho paulista teria um custo muito alto para os usuários, que pagariam tarifas mais caras. A região possui alta complexidade geológica, com seu licenciamento ambiental precisando levar em conta a diversidade de flora e o trecho em serra”.
Por fim, o Ministério da Infraestrutura ressaltou que “a Rio-Santos, assim como a Presidente Dutra, é uma rodovia federal concedida à iniciativa privada, com contrato já em vigor com o grupo CCR”.