Um projeto para retirar animais da rua no estado de São Paulo e garantir cuidado e conforto a eles. É isso o que Jairo Santos, candidato a deputado estadual pelo Podemos, pretende tornar real caso seja eleito. Ele contou dos planos em entrevista à SP RIO+ na manhã desta terça-feira (30).
A tarefa não parece fácil e nem é, mas, segundo Jairo, é possível através de diversas iniciativas unidas. Ele afirma que leis que garantem direitos básicos aos animais não existem no Brasil, e a criação delas seria o passo inicial para retirar os animais da rua.

“Uma vez que você consegue fazer leis estabelecendo que os municípios façam o mínimo pelos animais, a gente consegue tirar os animais das ruas. Por exemplo, se a gente tem um ‘SAMU animal’, o animalzinho que vive nas ruas, se ele é atropelado, acidentado ou está lá por maus tratos, esse samu pode resgatar esse animalzinho”, sugeriu.
Em continuidade ao SAMU animal, que inclusive já existe na cidade de Taubaté, por exemplo, Jairo propõe a implantação de outros dois serviços nas cidades: um hospital e um abrigo, ambos públicos. Em tese, os animais de rua que tivessem se acidentado de alguma maneira ou fossem identificados com algum problema de saúde seriam tratados no hospital. Já saudáveis, seriam enviados ao abrigo para que fossem cuidados até que alguma família os adotasse.
Uma outra sugestão de Jairo para o problema é a aplicação de multas de alto valor para as pessoas que abandonam animais. Como exemplo da efetividade dessas multas ele cita um projeto de sua autoria na época em que foi vereador em São José dos Campos, entre 2008 e 2011.
“Quando eu fui vereador, eu coloquei uma multa para quem jogava entulho na rua, de R$ 300 eu coloquei pra R$ 15 mil. No começo falavam ‘pô, essse Jairo é maluco. Quem vai pagar uma multa dessa?’. Mas não é pra pagar, é pra não jogar”.
O crescimento populacional desenfreado dos animais de rua é um outro impasse. Considerando isso, o candidato do Podemos defende a castração nesses casos.
“Hoje a Prefeitura não castra em função de, se ela castrar, depois não pode colocar na rua porque senão ‘a Prefeitura está abandonando’. Mas se tem o abrigo, ele é castrado, põe em condições de ser adotado, pronto. Buscou um lar para aquele animal. É um conjunto que tem que ser trabalhado”.
Por fim, Jairo ainda apresenta duas outras propostas: um “plano de ensino de cuidados aos animais” para a população e um incentivo, vindo do governo, para empresas ajudarem a causa.
Ele diz que tal plano de ensino pode ajudar pessoas a identificarem atitudes erradas no cuidado com seus pets, que muitas vezes são tomadas pela falta de conscientização prévia.
Já o incentivo às empresas poderia vir em diversos formatos diferentes, classificando empresas atuantes nesse processo como “amigas dos animais”. Aos negócios e estabelecimentos que ajudassem a causa de alguma maneira, tal como abrigando animais ou financiando os cuidados de um pet, poderiam ser concedidos benefícios fiscais, na visão de Jairo.
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