Em sua passagem por São José dos Campos nesta quinta-feira (18), o presidente Jair Bolsonaro (PL) transformou sua visita ao Parque Tecnológico, na parte da manhã, em um ato político para seus apoiadores.
A cidade do Vale do Paraíba é a segunda onde ele faz campanha. Na terça-feira (16), o presidente já havia visitado Juiz de Fora (MG), onde realizou os primeiros atos como candidato oficializado à presidência.

Bolsonaro foi ao Parque Tecnológico de SJC com o intuito de conhecer centros de tecnologia como o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), o CSI (Centro de Segurança e Inteligência) da Prefeitura de São José dos Campos e a empresa Visiona Tecnologia Espacial, empreendimento da Embraer em conjunto com a Telebras.
Ele ainda concederia no espaço uma palestra sobre empreendedorismo com a participação de Paulo Alvim, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações.
No entanto, o que foi observado foi diferente do proposto. Com um ato marcado posteriormente na Arena Farma Conde, onde discursou para seguidores no início da tarde após participar da tradicional motociata, o presidente decidiu adiantar o evento de campanha.
Ataques à oposição e promoção da gestão por Bolsonaro
No próprio Parque Tecnológico, Bolsonaro promoveu aliados e criticou a oposição ao lado do atual candidato ao senado Marcos Pontes (PL) e de seu ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos), hoje candidato a governador de São Paulo, além do prefeito de São José Anderson Farias (PSD).
Em breve contato com a imprensa, Bolsonaro disse que se o PT retornar ao poder, o Brasil poderá se transformar em uma nova Venezuela. Ele citou ainda outros países sul-americanos como Argentina e Chile, criticando a situação econômica nesses locais, hoje liderados por governos de esquerda.
Em um dos momentos, o presidente se irritou com um jornalista após ser questionado sobre prints vazados de um grupo de empresários no WhatsApp em que defendem um eventual golpe de Estado para evitar a eleição de Lula (PT).
A denúncia dos prints do grupo, que reúne grandes empresários do país – entre eles Luciano hang, dono da Havan e apoiador declarado de Bolsonaro -, foi feita pelo portal Metrópoles. Após a pergunta, ele levantou o tom de voz com os repórteres e acabou se exaltando com membros da própria equipe, dando bronca “ninguém bota a mão em mim”.
Algum tempo depois, quando deveria fazer palestrar sobre empreendedorismo, aproveitou o espaço para fazer propaganda de sua gestão aos apoiadores presentes e reafirmou sua posição negacionista na pandemia “contra o fica em casa”, dizendo que foi o único Chefe de Estado do mundo que foi contra as medidas de isolamento para conter o avanço do vírus da covid-19.
Leia mais: “Bolsonaro, nosso capitão do povo”: Felício aposta em discurso bolsonarista e critica PT
Confira o discurso de Bolsonaro no Parque Tecnológico de SJC: