Os macacos de todo o planeta receberam com alívio uma boa notícia neste mês de agosto: a Organização Mundial de Saúde (OMS) vai alterar o nome da doença “varíola dos macacos” por outro que não faça menção aos primatas.
Isso porque a organização entendeu que, além de incorreto em relação à fonte de infecção, o nome era injusto e ameaçava os macacos de perseguição e maus-tratos.

Até sugestões para o novo nome a OMS está recebendo em um canal aberto em seu site.
Portanto, a monkeypox, como a nova varíola foi inicialmente chamada, terá outro nome, e com isso espera-se que cessem as perseguições e maus-tratos registrados nas últimas semanas a macacos, inclusive no Brasil. A partir de agora, com tudo esclarecido, bandos como os muriquis de São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos, podem voltar a dormir em paz.
Os nomes dos vírus da nova varíola já foram trocados: Clado I é o vírus identificado no oeste da África e Clado II o identificado na região central deste continente.
A confusão do nome começou em 1958. Neste ano, cientistas detectaram a presença do vírus desta varíola em um grupo de macacos do Congo, na África, que fora levado para a Dinamarca.
O batismo foi precipitado, uma vez que o agente causador da doença infecta também roedores, esquilos e outras espécies de animais. Mas principalmente porque hoje está claro que são os seres humanos os principais transmissores da nova varíola.
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