O governo do Estado de São Paulo demonstrou interesse em abrir para exploração comercial a Ilha Anchieta, localizada em Ubatuba.
O edital permitirá o uso do local pra a abertura de um hotel, além de restaurante, loja de suvenir e espaço para eventos.

Primordialmente, para o empreendimento, serão usados os edifícios do antigo Instituto Correcional, prédios preservados focados em turismo histórico e ambiental. De acordo com o estado, não haverá construção de novas estruturas. A permissão para os emprendimentos terá validade de 10 anos para as empresas.
Nas ruínas, a casa de vidro e a antiga escolinha serão as hospedagens. O centro histórico e a casa do diretor irão funcionar como os espaços de alimentação, além dos quiosques com churrasqueiras e espaços multiusos que devem se instalados para eventos.
De acordo com o edital, as empresas devem ser responsáveis pela limpeza e manutenção das praias e de todo a área comum da ilha, além do controle de visitantes.
Moradores de Ubatuba criticaram fortemente a decisão, e alertam para uma possibilidade de aumento na deterioração da área hoje preservada. A Ilha Anchieta está atualmente sob gestão da Fundação Florestal.
Ilha Anchieta
A ilha é a segunda maior ilha do estado, com cerca de 826 km². O antigo Instituto Correcional, hoje conhecido como as ruínas da ilha, começou a funcionar em 1942.
Bem como grandes belezas naturais, a ilha abrigava os presos mais perigosos da sociedade em uma prisão de segurança máxima. Segundo registros, o Instituto chegou a ter 480 homens.
Em 1952, a ilha foi palco de uma rebelião, considerada uma das mais sangrentas da história do país. Segundo inquérito policial, foram 25 mortos, sendo 15 detentos e 10 agentes. Dos fugitivos, 108 dos 129 foram recapturados.
O Presídio da Ilha Anchieta foi oficialmente desativado em 1955.