
Felicio Ramuth, ex-prefeito de São José dos Campos e lançado recentemente como pré-candidato a vice governador de São Paulo na chapa de Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que pediu ao ex-ministro da Infraestrutura seu apoio nas próximas eleições municipais na cidade.
Em primeira mão à SP RIO+ durante entrevista nesta quinta-feira (15), Felicio aunciou que o atual prefeito, Anderson Farias (PSD), seu vice antes de deixar o cargo, deve buscar a reeleição em 2024. Com isso, ele pretende apoia-lo em compromisso com a participação de Tarcísio.
“É importante que isso fique claro e esclarecido porque não teria sentido um governador e um vice-governador da mesma cidade terem dois candidatos distintos”, explicou.
Polêmica do domicílio eleitoral
Apesar da fala de Felicio se referir a Tarcísio como natural de São José dos Campos, o ex-ministro nasceu no Rio de Janeiro e vivia em Brasília. No entanto, no mês de fevereiro, ele transferiu seu domicílio eleitoral para São José com a intenção de tornar-se apto a concorrer ao Palácio dos Bandeirantes.
Tarcísio indicou à Justiça Eleitoral um apartamento em um bairro nobre da cidade como seu endereço. Segundo os documentos, o imóvel foi alugado diretamente de seu cunhado.
Para transferência do título de eleitor, a legislação eleitoral exige residência mínima de três meses no novo domicílio. O contrato de aluguel foi firmado em setembro do ano passado, enquanto a transferência do documento, anteriormente registrado em Brasília, aconteceu em janeiro deste ano.
Crítica de Felicio em abril
A transferência de domicílio de Tarcísio gerou polêmica e virou foco de investigação no Ministério Público Eleitoral (MPE) a pedido do PSOL e alvo de inquérito policial requisitado pelo Ministério Público após representação feita pelo MBL (Movimento Brasil Livre).
Além disso, também tem sido questionada por rivais, como foi o caso do próprio Felicio em abril, quando ainda era adversário de Tarcísio na disputa pelo governo. Na época, em entrevista à Rádio CBN de São José dos Campos, Ramuth afirmou que o ex-ministro mostrava um mau exemplo e disse não concordar com a transferência.
“Não sei o que a legislação diz em detalhe, mas parece que o Ministério Público já está apurando isso [domicílio eleitoral]. Mas acho que é um mau exemplo, acima de tudo. Você, por conveniência, lembra até a época de [José] Sarney, quando trocou o Maranhão pelo Amapá. Não concordo, acho que já está começando mal. Se morasse aqui a mais tempo, tivesse um vínculo melhor. Acho que é um péssimo exemplo”.