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Os vereadores Wellington Felipe (Cidadania) e Dandara Gissoni (PSD) foram ouvidos nesta quarta-feira (22) pela CEI (Comissão Especial de Inquérito) que apura a acusação de agressão da vereadora sobre seu colega de legislativo. O caso veio à público no dia 3 de maio, depois que Dandara divulgou um vídeo gravado pela Câmara que mostra Wellington Felipe segurando o rosto da vítima duas vezes e a repreendendo.
Na primeira fase das investigações, o grupo analisou as imagens registradas pelas câmeras do plenário que capturaram o momento e foram divulgadas pela parlamentar. Agora, na segunda fase, a apuração contou com relatos dos envolvidos e de testemunhas.
Dandara foi ouvida pela manhã e Wellington deu seu depoimento no período da tarde. Segundo a vereadora, que acompanhou o depoimento, o acusado afirmou que teria tentando “espremer uma espinha” de seu rosto na ocasião.
A vereadora alega que o político estava tentando intimida-la, após ela defender na tribuna que a população tivesse participação em atos públicos. Para Dandara, o ato do vereador configura quebra de decoro parlamentar devido aos crimes de agressão, constrangimento ilegal e violência política em razão de gênero.
Em nota divulgada através de sua assessoria, Wellington Felipe falou sobre o testemunho dado e afirmou ser inocente. “Na data de hoje prestei esclarecimentos na Câmara Municipal referente à acusação realizada pela vereadora Dandara Gissoni, deixando claro a minha inocência quanto aos fatos. Tendo em vista o caráter sigiloso do procedimento da CEI irei aguardar seu término para dar publicidade sobre o ato.”
Nesta quinta-feira (23), Dandara ironizou o depoimento de Wellington através de um post no Instagram. “Bom dia pra você que acordou com mais 3 espinhas novas na cara e tá com medo de apanhar na rua. […] Bora trabalhar que nenhum empresário generoso vai me dar terreno grátis e preciso pagar um dermatologista graduado para tratar minhas espinhas, e não um doido”, disse em trechos da publicação.
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A CEI que apura o episódio é composta pelo vereador Maicon Goiembiesqui (CIDADANIA), que preside o grupo, além de Telma Protetora (PSD) e Yan Lopes de Almeida (PSC). Os três tem até o dia 15 de agosto para finalizar o relatório sobre o caso.