Amanda Vettorazzo, pré-candidata a deputada estadual pelo União Brasil e atual coordenadora nacional do MBL (Movimento Brasil Livre), afirmou, em entrevista à SP RIO+, que não foi escolhida para o cargo de liderança no movimento “por ser mulher”.
Amanda foi nomeada a representante do movimento em maio após a saída do ex-coordenador e ex-deputado estadual Arthur do Val, então no Patriota, que teve o mandato na Assembleia Legislativa cassado após vazamentos de áudios no início de março com conteúdos machistas.
Após período avaliando os impactos das falas de Arthur a fim de dimensionar os estragos e traçar um plano pra reverter a crise, o MBL escolheu Amanda para ocupar o posto de liderança nacional e melhorar a imagem da organização.
“Eu acho que não foi feita [a escolha] porque sou mulher e isso não deve ser feito nunca assim. Sou totalmente contra, por exemplo, cota. Quando você tem cota, você até está falando que a mulher precisa de cota para estar lá”, disse.
Na entrevista, Vettorazzo ainda afirmou que há mulheres que não são representadas nem pelo feminismo e nem pelo antifeminismo.
”Porque tem umas antifeministas também que elas também não representam a maioria das mulheres. Antifeminista fala que a mulher tem que ser submissa ao homem. […] E as feministas já falam ‘não, mulher tem que ser o que ela quiser, pode sair com o peito de fora, pode não depilar’. Só que esses são os extremos. As mulheres que estão nesse meio aqui, elas não são feministas nem antifeministas, elas são femininas”, argumentou.
Assista a entrevista completa com Amanda Vettorazzo