
Em greve há um mês por atraso no pagamento de salários na fábrica de Caçapava, funcionários da MWL foram demitidos por telegrama nesta segunda-feira (6). A informação é do Sindicato dos Metalúrgicos, que até o fim da tarde contabilizou cerca de 40 trabalhadores nesta situação.
No comunicado, a empresa alega “abandono de emprego”. Diante do cenário, o sindicato marcou uma assembleia nesta terça-feira (7), em frente à fábrica, às 11 horas.
Ocupação
Na sexta-feira (3), cerca de 120 metalúrgicos da MWL ocuparam a fábrica da empresa por cerca de duas horas em protesto contra a falta de pagamento dos salários. Os trabalhadores estão em greve desde o dia 6 de maio pelo mesmo motivo.
Recuperação judicial
A MWL produz rodas e eixos para o setor ferroviário e está em recuperação judicial. De acordo com o sindicato, a empresa se comprometeu a pagar os salários atrasados durante audiência no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), mas descontou do valor os 25 dias de paralisação, o que levou à continuidade da greve.
Passeata dos trabalhadores
Trabalhadores das empresas Caoa Chery, Avibras e MWL fizeram uma passeata unificada para defender os empregos e salários na tarde desta segunda-feira (6).
A mobilização reuniu cerca de 150 pessoa e teve início na sede do Sindicato, passou pela Praça Afonso Pena e terminou na Praça do Sapo, onde foi feita uma votação em que os operários aprovaram a continuidade das lutas. Na frente da passeata, uma faixa dizia: “Governador, cadê o combate à desindustrialização no Vale? SOS trabalhadores da Caoa Chery, MWL e Avibras”.
Além dos trabalhadores, a passeata reuniu dirigentes metalúrgicos. O presidente licenciado do Sindicato, Weller Gonçalves, também esteve presente.