
A fábrica da Caoa Chery de Jacareí iniciou um processo de demissão em massa e enviou e-mails e telegramas para comunicar os funcionários das rescisões contratuais.
Na mensagem, foi informado o encerramento de contrato sem justa causa e dito que as rescisões de trabalho serão pagas. O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região considerou a atitude um desrespeito contra os trabalhadores.
“O envio dos telegramas é inaceitável. Não engoliremos, de forma alguma, esse abuso. Vamos cobrar, com ainda mais força, medidas do poder público para impedir tamanha covardia. Os trabalhadores já demonstraram, em todas as manifestações, que estão dispostos a lutar até o fim para a preservação de seus empregos. O Sindicato vai tomar todas as medidas cabíveis contra essas demissões”, protestou o presidente do Sindicato, Weller Gonçalves.
A empresa queria fechar um acordo de sete a 15 salários aos demitidos, sem benefícios e sem layoff. Os trabalhadores rejeitaram a proposta e realizaram nesta terça-feira (24) uma manifestação na fábrica contra a oferta.
O caso
No dia 5 de maio, a empresa anunciou o fechamento da fábrica de Jacareí e a demissão de cerca de 480 trabalhadores. Desde então, os metalúrgicos realizam uma série de protestos contra a decisão.
O desejo dos funcionários demitidos era a reivindicação apresentada pelo Sindicato dos Metarlúgicos em reunião no dia 10 de maio, que prevê cinco meses de layoff mais três meses de estabilidade no emprego.
Para os metalúrgicos que não quiserem aderir ao layoff, o pedido é por uma indenização social de 20 salários nominais e extensão dos benefícios por 18 meses, conforme proposta do MPT (Ministério Público do Trabalho).
O Sindicato e a direção da empresa chegaram a assinar um documento aprovando a proposta, no entanto, dois dias depois a Chery desistiu do acordo.