
Cerca de 200 trabalhadores estiveram na fábrica da Caoa Chery, em Jacareí, nesta terça-feira (24) em protesto à proposta de indenização feita pela empresa aos funcionários demitidos no início do mês.
A empresa queria fechar um acordo de sete a 15 salários aos demitidos, sem benefícios e sem layoff. Em assembleia, os trabalhadores rejeitaram a proposta e decidiram continuar com o acampamento em frente à fábrica e realizar uma mobilização por dia.
O desejo dos funcionários demitidos era a reivindicação apresentada pelo Sindicato dos Metarlúgicos no último dia 10, que prevê cinco meses de layoff mais três meses de estabilidade no emprego. O Sindicato e a direção da empresa chegaram a assinar um documento aprovando a proposta, no entanto, dois dias depois a Caoa Chery desistiu do acordo.
“A Caoa Chery voltou atrás em todas as propostas que tínhamos construído ao longo deste mês. Os trabalhadores estão indignados com a falta de compromisso da empresa. Por isso, fizemos essa ocupação como uma determinação de luta. É um momento histórico de mobilização”, afirmou o presidente do Sindicato, Weller Gonçalves.
O MPT (Ministério Público do Trabalho) está mediando as tratativas. Duas audiências de conciliação, realizadas na sexta (20) e segunda-feira (23), terminaram em impasse entre as partes.
Relembre o caso
No dia 5 de maio, a Caoa Chery anunciou o fechamento da fábrica de Jacareí e a demissão de cerca de 480 trabalhadores. Desde então, os metalúrgicos realizam uma série de protestos contra a decisão.
A Caoa Chery informou que o fechamento da fábrica será temporário e que a unidade de Jacareí passará por mudanças para adequação dos processos produtivos.