Foto: Divulgação/ Sindmetal
Depois da Caoa Chery recusar o acordo de lay-off das 485 demissões na fábrica Jacareí, o prefeito da cidade, Izaias Santana (PSDB), emitiu uma nota nesta sexta-feira (20) pedindo oficialmente a manutenção de empregos ou abertura das negociações.
Segundo o prefeito, a ida da Caoa Chery para a cidade foi um fator que impulsionou o crescimento econômico na região, porém, os benefícios ao grupo econômico e à sua cadeia produtiva só foram possíveis pelos investimentos públicos.
Izaias também afirma que o anúncio de paralisação das atividades sem negociação, visando adequação estrutural para produção de carros elétricos, é um “fator que causa estranheza”.
“Vale destacar, em especial, a priorização do investimento público em drenagem, dentre tantas outras áreas do município que esperam obras desta natureza. O investimento público se justificava principalmente em função dos empregos diretos e indiretos criados na cadeia de montagem, venda e manutenção dos veículos”, diz Izaias Santana, em nota.
A nota ainda aponta que a prefeitura está alinhada aos trabalhadores da empresa nesse momento de tentativas de negociação, visando a preservação dos empregos.
“Nos alinhamos aos trabalhadores da empresa nessa luta pela abertura dos canais de negociação, visando a preservação dos empregos, condição indispensável para o cumprimento de compromisso da contraprestação social pelos investimentos públicos que, direta ou indiretamente, beneficiaram o grupo econômico e sua cadeia produtiva”, conclui a nota.
O que diz a Câmara
Na quarta-feira (18), a Câmara Municipal de Jacareí enviou um requerimento, assinado por 13 vereadores, à empresa Caoa Chery, solicitando para que haja o cumprimento do acordo feito no dia 10 de maio, quando os representantes da montadora aceitaram a proposta do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região para suspensão das 480 demissões e adoção de layoff.
O objetivo do requerimento, segundo a Câmara, é apoiar o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.
O que diz a Caoa Chery
Por outro lado, a Caoa Chery explica que não aceitou a proposta de lay-0ff porque a legislação estabelece a medida quando a previsão de retomada da produção é à curto prazo.
Ainda segundo a empresa, a unidade ficará fechada até 2025 para começar a produzir apenas modelos híbridos e elétricos.
Enquanto isso, a produção de veículos será compensada na outra unidade do grupo no Brasil, em Anápolis (GO).
