Foto: Divulgação/PMC
O programa ‘Caraguatatuba sem Bitucas’ recolheu, entre junho de 2021 e abril de 2022, mais de 86.975 bitucas de cigarro que foram descartados corretamente nos pontos de coleta do município. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca e pelas empresas parceiras do programa, Flow e Poiato Recicla.
De acordo com a prefeitura, esses dados indicam que a colaboração dos usuários tem resultado na preservação do ambiente e na saúde coletiva. Somente no mês de abril foram coletadas 7.875 bitucas.
Além disso, segundo a pasta, esses dados mostram que o descarte correto dos resíduos de cigarro deixou de contaminar 3.938 litros de água, pois cada duas bitucas descartadas nas águas equivalem à poluição causada por um litro de esgoto.
Os cigarros são muitos perigosos para o meio ambiente devido à alta concentração de resíduos tóxicos. Apenas uma bituca pode concentrar mais de sete mil substâncias nocivas que vão além da nicotina e de metais pesados. Estes, por sua vez, quando descartados incorretamente contaminam o solo, o mar e toda a biodiversidade.
E para incentivar o descarte correto do cigarro, a Prefeitura instalou nove pontos de descartes conhecidos como ‘bituqueiras’. Esses pontos estão no Mirantes da Orla (Por do Som), Entreposto de Pesca do Camaroeiro, Mirante do Camaroeiro, Parque Trombini, Feira do Artesão e no Calçadão.
Além desses locais, as praias Martim de Sá, Prainha e Cocanha têm cinzeiros de praias confeccionados com bambu para que o banhista possa descartar as cinzas e as bitucas.
Caraguatatuba sem Bitucas
O projeto é desenvolvido desde junho de 2021 pela Prefeitura de Caraguatatuba e Poiato Recicla, a única no mundo que possui patente de tecnologia 100% nacional para reciclagem dos resíduos de bitucas de cigarros. O trabalho é desenvolvido também em parceria com a Flow Sustentável, representante da Poiato Recicla no Litoral Norte.
O material recolhido é encaminhado para uma usina de reciclagem onde é descontaminado, transformado em massa celulósica e utilizado para fazer papel artesanal e, segundo a prefeitura, o produto reciclado retorna ao município para entidades sociais utilizarem em projetos de artesanato com a população, se tornando fonte de geração de renda.