Foto: Reprodução/SP RIO+
O prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias (PSD), disse que sua gestão não terá uma “marca” ou sua “cara”, mas que será, na verdade, uma continuação da gestão de seu aliado e ex-prefeito do município, Felicio Ramuth (PSD). O antigo chefe do Executivo deixou o cargo no início de abril para concorrer ao Governo estadual.
A declaração foi dada nesta segunda-feira (2) à SP RIO+ durante o Jornal Abre Aspas. A entrevista na íntegra está disponível abaixo.
“Não terá a minha cara. Os meus desejos já estão colocados nos compromissos do Felicio, onde, ao lado dele, eu pude escrever todo o plano de gestão. Então o meu maior desejo é concluir – que não são fáceis de concluir, são desafios que a cidade tem, desafios que a Prefeitura tem – mas é concluir todo esse plano de gestão. Mas nós temos sempre aquela meta que é a seguinte: entregar sempre mais. Não só aquilo que está no compromisso, que nós escrevemos ali na campanha e que vira nosso compromisso no governo”, disse.
Durante a entrevista, Anderson enfatizou seu desejo de continuar vinculando seu nome ao nome do antigo prefeito.
“Então meu compromisso é esse, não apenas dar continuidade, mas concluir e entregar sempre mais, com a cara de um governo que era um governo Felicio e agora é um governo Anderson-Felicio”, destacou.
Balanço como prefeito
Anderson Farias foi oficialmente empossado como prefeito de São José dos Campos no dia 1º de abril. A cerimônia na Câmara dos Vereadores aconteceu dias depois do então prefeito Felicio Ramuth anunciar que deixaria o cargo para concorrer a governador de São Paulo a pedido do presidente de seu partido, Gilberto Kassab. Ramuth ficou no cargo durante cinco anos, dois meses e 29 dias.
Em entrevista à SP RIO+, Anderson avaliou seu primeiro mês como “muito tranquilo”.
“Nestes 30 dias só tem uma diferença: eu à frente da pasta, sendo este representante da nossa cidade, com esse desafio, mas muito tranquilo para que a gente possa e continue deixando nossa cidade inovadora, uma cidade vanguarda”.
O atual prefeito também lamentou que a legislação eleitoral exija que os chefes do Executivo renunciem a seus mandatos até seis meses antes da eleição para concorrerem a outros cargos (art. 14, § 6º, da Constituição; art. 1º, § 1º, da LC nº 64/90).
“Infelizmente, no Brasil, as eleições são descasadas entre as eleições majoritárias, de presidente e governador, com as eleições municipais, de prefeito e vereadores. Assim, ele precisou deixar o seu mandato, deixar a Prefeitura para poder concorrer a uma pré-candidatura junto ao Governo do Estado São Paulo. E comigo assumindo esse desafio”, disse Anderson Farias.
Confira a entrevista na íntegra:
