Na edição desta quarta-feira (16), da coluna “Na Visão”, o comentarista político Dr. Sebastião Dominguez, comentou os principais acontecimentos da semana. Confira!
Ministro da saúde pede ao Senado para rebaixar covid-19 à situação de endemia
A possibilidade de o país flexibilizar o estado de emergência sanitária foi o assunto de uma reunião entre o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante o dia de ontem.
O ministro da saúde, que na semana passada, encontrou o presidente da Câmara, Arthur Lira para tratar do mesmo assunto, também deve se reunir com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, sobre o tema.
Segundo dados da última sexta-feira, divulgados pela pasta, 91% da população brasileira acima de 12 anos já tomou a primeira dose da vacina contra a covid-19. Desse total, 84,38% completou o esquema vacinal e apenas 36,48% das pessoas acima de 18 anos receberam a dose de reforço.
Nas últimas semanas, alguns municípios e estados revogaram o uso de máscara em ambientes abertos e fechados.
Desde o início da pandemia, em março de 2020, o país já registrou 656 mil mortes para o novo coronavírus e aproximadamente 29,4 milhões de infectados.
Ministério da Justiça suspende exibição de filme dirigido por Danilo Gentili
O Ministério da Justiça mudou a classificação indicativa da comédia “Como se tornar o pior aluno da escola”, de 2017. A recomendação etária passa de 14 para 18 anos. O despacho, assinado pelo secretário José Vicente Santini, também recomenda que o filme seja exibido após as 23h em televisão aberta.
A decisão foi publicada um dia depois de outro despacho do Ministério da Justiça censurar a exibição da comédia em plataformas de streaming.
Nas redes sociais, muitos internautas atacaram uma cena em que um vilão, interpretado por Fabio Porchat assedia sexualmente duas crianças.
Na decisão de ontem, o ministério da Justiça determinou a retirada do filme das plataformas Amazon, Apple, Netflix, Youtube, GloboPlay e Telecine. A pena, por descumprimento, é uma multa de cinquenta mil reais por dia.
Em nota enviada ao jornal O Globo, Fábio Porchat ressaltou que na ficção “quando o vilão faz coisas horríveis no filme, isso não é apologia ou incentivo àquilo que ele pratica, isso é o mundo perverso daquele personagem sendo revelado”.
Por meio de seu perfil no Twitter, Danilo Gentili disse que sente “orgulho” de ter conseguido “desagradar” em um mesmo nível de intensidade tanto os petistas quanto os bolsonaristas, e falou em “falso moralismo”.
O secretario especial da cultura, Mario Frias, afirmou que “A explícita apologia ao abuso sexual infantil protagonizada pelo Fábio Porchat no filme em cartaz na Netflix é uma afronta às famílias e às nossas crianças. Utilizar a pedofilia como forma de “humor” é repugnante! Asqueroso!”.
A deputada federal Carla Zambelli afirmou em seu twitter que “Abuso de criança é um assunto extremamente sério. Fazer piada é tratar o tema pedofilia como se fosse uma banalidade”.
O Globoplay e o Telecine classificaram como censura a determinação do Ministério da Justiça acerca do filme. A plataforma de streaming afirma, por meio de nota, que não irá retirar a obra de seu catálogo, contrariando a medida estabelecida.
A Apple informou que não vai comentar.
Já a Amazon diz que o filme não está em seu serviço de streaming, o Prime Video, nem nunca esteve. Até o momento, a Netflix não se pronunciou sobre o caso, mas o filme ainda permanece em seu catálogo e depois de toda a polêmica, ele aparece no ranking entre os mais assistidos da plataforma.

