
A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) identificou, neste domingo (13), a presença de um fenômeno conhecido como “maré vermelha” em diversas praias de Ubatuba. Mediante à essa situação, a Secretaria de Pesca e Agricultura da cidade suspendeu a extração de moluscos bivalves, incluindo mariscos, do meio natural para cultivo e comercialização.
A maré vermelha, segundo especialistas, ocorre pela alta concentração de microalgas potencialmente tóxicas nas águas.
“É um fenômeno natural que ocorre no mar quando tem excesso de nutrientes e condições ambientais favoráveis, causando um ‘bloom’, uma reprodução desenfreada de microalgas, vistas apenas por microscópio, e algumas delas tóxicas. Chamamos de maré vermelha porque geralmente formam uma mancha vermelha no mar, mas desta vez isso não ocorreu e foi difícil identificar mesmo com monitoramento constante”, explica Leonardo Moraes, diretor de Gestão de Meiods Produtivos da pasta responsável.
Em complemento, Moraes informou que uma das explicações para o fenômeno, segundo ele, “pode ter sido o excesso de pessoas no litoral, com a temporada de verão e o último feriado de Carnaval, que infelizmente resulta em mais esgoto do mar, que por sua vez aumenta os nutrientes na água podendo ocasionar nesse ‘bloom’ de microalgas”.
A suspensão da extração dos moluscos ficará em vigor até que novas análises apontem a nulidade de algas tóxicas na região. Segundo a prefeitura, algumas pessoas passaram mal após consumirem moluscos na cidade, incentivando assim, a realização do relatório por parte da Cetesb.
“Suspeitamos dos casos e solicitamos um laudo da Cetesb que verificou a ocorrência das microalgas tóxicas na Praia do Itaguá, conhecidas cientificamente por Dinophysis acuminata. Foram registrados 11 mil organismos/L, índice muito superior ao estabelecido no nosso plano de contingência”, ressaltou Moraes.
Em caso de ingestão dos animais contaminados, o paciente pode apresentar vômitos e diarreia. Em casos mais graves, o sistema nervoso também pode ser afetado.
Vale ressaltar, que o banho de mar não está proibido no município, já que o risco está ligado à ingestão dos animais, pois estes são filtradores d’água e acabam acumulando as toxinas em suas estruturas.