Foto: Bernardo Guerreiro
Projeto apresentado pela vereadora Talita Cadeirante (PSB) para dar nome a ex-vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro em 2018, para uma academia ao ar livre em Taubaté têm gerado vários debates pela internet.
A proposta foi apresentada na última terça-feira, 8 de março – dia internacional da mulher.
Na justificativa do projeto, a vereadora argumenta que Marielle é uma “personagem da história da democracia brasileira que esteve sempre presente na luta contra as desigualdades, sejam elas de ordem econômica, social, de gênero ou de raça, prestando um grande trabalho no campo dos direitos humanos“.
“Homenagear Marielle não é apenas lembrar de uma pessoa. É homenagear todas as pessoas que lutam pelos direitos das populações minoritárias, independente de posicionamento no espectro político, ou das naturais discordâncias em um processo democrático, mas pela importância tornar o debate político mais ético e limpo“, alega a vereadora do PSB no projeto.
Em uma rede social, o projeto vêm gerando discussões acaloradas entre quem defende a proposta e quem seja contrária a ideia.
“Existem mulheres que realmente fizeram por Taubaté para terem seus nomes em bens públicos da cidade“, disse um dos internautas.
“Isso é falta do que fazer? Taubaté não tem mulheres que fazem a diferença para você homenagear?“, comentou outro internauta de forma mais enérgica.
Outros acreditam que a homenagem não se encaixaria na cidade de Taubaté, como é o caso de uma internauta que comentou: “Melhor deixar isso lá pro Rio de Janeiro né. Vamos prestigiar nossos taubateanos, temos vários que são merecedores dessa homenagem.”
Já outra internauta elogiou o projeto afirmando que a vereadora carioca se tornou um símbolo de luta e resistência: “Amei demais ❤️❤️ @marielle_franco se tornou um símbolo nacional da luta da mulher brasileira. E também um lembrete doloroso de uma mulher com voz ativa incomoda muito a ponto de quererem nos silenciar de toda forma! Marielle presente! Hoje e sempre!”
O projeto de lei da vereadora ainda passará pela comissão de Justiça e Redação para que seja votado em plenário.
