
Bolsonaro durante cerimônia em São José dos Campos. / Foto: TV Brasil
O presidente Jair Bolsonaro (PL) adotou um discurso político em São José dos Campos, durante a cerimônia de lançamento da nova concessão da Rodovia Presidente Dutra, nesta sexta-feira (4). A explicação sobre as mudanças na rodovia ficou a cargo do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.
O evento foi aberto ao público e contou com apoiadores, que levantavam bandeiras do Brasil, utilizavam acessórios com o rosto do presidente e gritavam termos como “Fora, Dória” e “Mito”.
Estiveram presentes diversos políticos e aliados do governo de Bolsonaro, como os deputados federais Carla Zambelli (UNIÃO), Eduardo Bolsonaro (PL), General Pertenelli (UNIÃO), Kátia Sastre (PL) e Marco Bertaiolli (PSD); os deputados estaduais Frederico D’Avila (UNIÃO), Gil Diniz (PL) e Valéria Bolsonaro (PRTB); o vereador de São Bernardo do Campo, Paulo Chuchu (PRTB); o prefeito de São José dos Campos, Felício Ramuth (PSD); o prefeito de Garulhos, Guti (PSD); os ex-ministros Eduardo Pazuelo e Ricardo Salles; além de outros aliados.
Leia também: Motociclistas não pagarão mais pedágio na Dutra; confira outras novidades anunciadas nesta sexta-feira (4)
Discurso político
Bolsonaro iniciou seu discurso elogiando a sua própria gestão e reafirmando o seu posicionamento político.
“Vocês sabem, eu também sei, não é fácil. Mas se fosse fácil, essa decisão estaria na mão de outro. Está nas mãos de uma pessoa que acredita em Deus, que respeita os seus militares, que deve lealdade ao seu povo, que defende a família brasileira e conhece o potencial de sua pátria. […] Estamos há 3 anos e 2 meses sem corrupção”, disse.
Em seguida, o presidente reafirmou o seu discurso político ao relembrar a facada que levou em 2018, durante a campanha daquele ano.
“Sabia que não seria fácil. Primeiro a sobrevivência de uma tentativa de homicídio de um militante do PSOL. Depois uma eleição, que quase ninguém acreditava. Mas tínhamos conosco ele e grande parte da população brasileira”, disse, apontando os dedos para o alto, em referência à Deus.
Evento em São José dos Campos contou com a presença de apoiadores. / Foto: Matheus Andrade/SP RIO+
Pandemia
Jair Bolsonaro também criticou as medidas restritivas adotadas durante a pandemia.
“O governo federal, que poderia por decreto, por exemplo, criar o passaporte vacinal, mas eu jamais farei isso. O governo federal, que podia ter decretado um lockdown nacional, jamais pensei em fazer isso. Um presidente que poderia tomar outras medidas restritivas, mas eu sei que aquilo que mais vale entre nós é a nossa liberdade”, disse o presidente.
Provocação
Após cerca de 10 minutos, o presidente finalizou seu discurso provocando a gestão anterior, ao dizer que o país hoje se encontra em uma situação melhor que antes.
“Eu tenho certeza, pois acredito em Deus, que amanhã, esse amanhã bem distante, entregarei um Brasil para quem me suceder, muito, mas muito melhor que aquele que recebi em janeiro de 2019”
Ao final do evento, o presidente não quis falar com os jornalistas.
