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O cientista político e pré-candidato à presidência da República, Felipe d’Avila (NOVO), não concorda com a posição que o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem adotado diante da guerra entre Rússia e Ucrânia. A declaração foi dada em entrevista à SP RIO+ na última sexta-feira (25).
“É inacreditável que o Brasil não esteja dando um apoio inequívoco à Ucrânia. Porque isso é o que o populismo autoritário faz, é debilitar a credibilidade nas leis, na comunidade internacional, na soberania dos países. E é assim que se faz na política doméstica, debilitar a credibilidade das eleições, questionar a legitimidade do sistema eleitoral. É tudo para enfraquecer a democracia e a liberdade. Por isso é que nós temos que lutar contra o populismo”.
Para o pré-candidato à presidência, a falta de um posicionamento firme de Bolsonaro sobre a guerra prejudica a imagem do Brasil.
“Isso faz com que o Brasil tenha uma voz cada vez menor e mais insignificante no cenário internacional, ou seja, condenando o país à irrelevância no cenário externo”, disse.
Entretanto, Felipe D’ávila acredita que essa não é a primeira vez que o Brasil se omite nas relações internacionais.
“Tanto o governo petista quanto o governo Bolsonaro deixaram de tratar a diplomacia como uma política de Estado, de zelar pelo interesse nacional. Tratam a política externa mais como um apanágio da sua política doméstica, partidária, ideológica. Isso é uma vergonha, não é à toa que o Brasil se tornou pária internacional”.
Um Estado pária (também chamado de pária internacional) é uma nação cuja conduta é considerada fora das normas internacionais de comportamento por parte ou por toda a comunidade internacional.
Perfil
Luiz Felipe d’Avila, de 58 anos, é cientista político e fundador do Centro de Liderança Pública (CLP). Também é fundador e publisher do VirtùNews, plataforma digital de jornalismo de dados, voltado para análises aprofundadas sobre política e economia. Possui livros e artigos publicados sobre gestão pública, história e política. Teve seu nome confirmado como pré-candidato à presidência pelo Partido Novo em novembro de 2021.
Confira a entrevista na íntegra:
