
Foto: Divulgação
Confira a entrevista na íntegra no nosso canal do YouTube (link abaixo)
A SP RIO+ entrevistou na manhã desta segunda-feira (21), durante o Jornal Abre Aspas, o pré-candidato ao Governo de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL). Em entrevista aos jornalistas Rodrigo Fernandes e José Guilherme Ferreira, Boulos comentou sobre o atual cenário eleitoral e disse que continuará apoiando Lula (PT) à presidência mesmo com a possibilidade de Geraldo Alckmin (sem partido) ocupar o cargo de vice.
Entretanto, o apoio de Boulos tem ressalvas. Segundo ele, o ex-presidente é o único que tem condições de derrotar o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) nas urnas, principal objetivo da esquerda.
“Eu acho que não é um bom sinal o Geraldo Alckmin de vice. Disse isso ao Lula nas conversas que tive com ele. Disse isso publicamente, sigo dizendo. Eu acho que o Lula é o candidato que tem condições de derrotar o Bolsonaro e, por isso, isso não compromete o apoio à candidatura dele”, disse.
Dentre os fatores que levam essa desaprovação de Boulos, está a falta de infraestrutura nas escolas durante o governo do tucano no estado paulista.
“Eu acho um sinal muito ruim que o Geraldo Alckmin seja colocado, sondado, para ocupar a vaga de vice. Acho um sinal ruim pelo simbolismo que ele representa. Eu sou professor, dei aula em escola pública durante os governos do Alckmin aqui. Era uma vergonha, faltava papel higiênico nas escolas, faltava giz em sala de aula, desvalorização dos professores, desvalorização dos profissionais de educação… Dos servidores públicos como um todo, que é a marca do PSDB no estado de São Paulo”, destacou.
Corrida eleitoral
Guilherme Boulos também comentou sobre a pesquisa XP/Ipespe, divulgada na última sexta-feira (18), que o apontou em terceiro lugar na corrida eleitoral ao governo estadual, empatado com Marcio França (PSB).
“A pesquisa é a fotografia deste momento que nós estamos, a pouco mais de 6 meses das eleições. E eu vejo essa pesquisa de forma muito otimista, porque ela demonstra um sentimento da população de São Paulo de rejeição aos governos do PSDB”.
Para o pessolista, o PSDB está caindo em rejeição e isso será transferido ao Rodrigo Garcia, o candidato indicado pelo atual governador João Dória (PSDB).
“A rejeição do Dória é gigante. Muita gente se pergunta: ‘por que o Dória vai sair à presidência mesmo não tendo chance? Por que ele não sai para reeleição?’. Sabe por que? Porque ele não teria chance também para reeleição. Ele prefere perder para presidência do que sofrer a humilhação de perder para reeleição no estado de São Paulo. A rejeição dele é gigante. É difícil que ela não se transfira para o Rodrigo Garcia”, disse.
Leia também: Candidatura de Felício ao governo estadual não preocupa Boulos: “Congestiona mais o lado da direita”
Alianças
Questionado sobre um possível cenário de divisão entre os eleitores da esquerda, Boulos disse que os eleitores da direita também observam um ambiente parecido.
“Hoje nós temos um cenário de divisão não só na esquerda. Temos um cenário de divisão também na direita. [,,,] Ainda é um cenário de indefinição. Claro que o Tarcísio [Gomes de Freitas], sendo o candidato do Bolsonaro, e a gente tratando de uma eleição casada, ele tende a absorver boa parte dos votos de Bolsonaro no estado de São Paulo. Agora, o Bolsonaro está perdendo no estado de São Paulo. O Lula está na frente de Bolsonaro no estado de São Paulo. Acho que ainda tem muita água para rolar”.
O pré-candidato a governador pelo PSOL aproveitou para destacar que tem esperanças de firmar alianças com outros candidatos nas eleições deste ano.
“Espero que a gente consiga avançar num processo de unidade da esquerda, do campo progressista. Desde o princípio, nossa candidatura buscou trabalhar para isso. Se não for possível uma unidade no primeiro turno, ao menos um compromisso de unidade no segundo turno, para que a gente derrote tanto os tucanos quanto o bolsonarismo no estado de São Paulo”, enfatizou.
Confira a entrevista na íntegra: