Foto: Divulgação/PMSJC
A Prefeitura de Jacareí entrega, nesta sexta-feira (18), a Praça “Dito Preto” – Benedicto Emílio Dias, na Rua Santa Izabel, nº 11, no Jardim Didinha.
De acordo com a prefeitura, as obras de revitalização desta nova área de lazer iniciaram-se em setembro do ano passado, com o custo de R$ 128.006,51, provenientes do Fundo Municipal de Habitação e Desenvolvimento Urbano de Jacareí.
O novo espaço tem acessibilidade, com rampas de acesso aos cadeirantes na calçada e piso tátil em todo o trajeto acessível das novas calçadas.
Além disso, terá uma academia ao ar livre. Ao todo, serão cinco aparelhos diferentes, oferecendo à população, uma maior diversificação de atividades físicas. O local também terá a implantação de um conjunto de pergolados e bancos.
Foi instalado também um playground, com brinquedos como gangorra, gira-gira, labirinto e balança, além de um brinquedo com acessibilidade, possibilitando o deslocamento da cadeira de rodas.
A praça será iluminada por lâmpadas de LED, que geram mais segurança e capacidade de uso noturno do espaço.
Homenageado
Benedicto Emílio Dias, conhecido como “Dito Preto”, nasceu no dia 15 de março de 1943, em ltamonte, Minas Gerais. Descendente de africanos, viveu modestamente com a sua mãe Sabina, que era uma ‘Mãe de Santo’, o que o levou consequentemente a tornar-se ‘Pai de Santo’, exercendo os rituais religiosos em sua residência.
Dito Preto foi um dos fundadores da tradicional Escola de Samba da Unidos de Santa Helena, agremiação em que permaneceu por muitos anos como um dos batuqueiros do samba raiz da Velha Guarda.
No ‘Canto do Rio’, campo de futebol que existia ao lado de sua residência, ensinou muitos garotos do Jardim Didinha a jogar bola. Sua paixão pelo futebol era tanta, que não se importava em ser o técnico do ‘Catequese’, time de adolescentes pertencente à igreja católica de São João Batista.
Grandes talentos de Jacareí iniciaram suas carreiras na equipe infantil de Dito Preto. O ditado no bairro era: “Quem não foi jogador do time do Dito Preto, não sabe o que é jogar futebol”. Folclórico, cavalgava pelas ruas do Jardim Didinha com a sua vestimenta de vaqueiro e não deixava o seu chapéu por nada. Nos pastos ao fundo de sua casa, cuidava de algumas cabeças de gado e de seu inseparável cavalo.
Faleceu sozinho em sua casa, exatamente no dia de seu aniversário de 72 anos, deixando um vazio entre seus amigos e moradores do Jardim Didinha, bairro onde viveu tranquilo e feliz.