
A cidade de Taubaté registrou nesse mês de janeiro o maior número de infestação de larvas do mosquito Aedes aegypti dos últimos três anos. Foram coletadas amostras de 6.131 imóveis escolhidos aleatoriamente nas 10 regiões da cidade.
De acordo com a prefeitura, a ADL (Análise de Densidade Larvária) atingiu 6,2 pontos no IB (Índice Breteau), um valor numérico que define a quantidade de insetos em fase de desenvolvimento encontrados nos locais vistoriados e permite saber em quais regiões da cidade há maior risco de transmissão de dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Também foram verificados os tipos de recipientes em que as larvas foram encontradas.
Ou seja, foi encontrado 6,8 recipientes com larvas do mosquito Aedes aegypti em cada 100 imóveis pesquisados. Com isso, o resultado de janeiro foi maior do que o registrado nos últimos três anos: 2021 (4,5), 2020 (4,5) e 2019 (4,8).
As áreas 5, 4, 6 e 8 e 10 são as regiões em que mais larvas foram encontradas (11,91; 9,21, 8,6 e 8,7 respectivamente) e contempla os bairros da parte baixa do município: Vila São José, Ana Rosa, Gurilândia, Parque Paduan, Residencial Sítio Santo Antônio, Bonfim, Cecap, Quiririm, Santa Tereza, Chácara Flórida, área central, Jardim Russi, Santa Clara, Estoril, São Gonçalo, Quinta das Frutas, Continental, Barreiro, Marlene Miranda, Imaculada, Três Marias, Alto São Pedro, Chácara Silvestre, Itaim.
De acordo com o Ministério da Saúde, o índice de tranquilidade é 1,0 ou menos. Acima do nível de 1,5 há risco de epidemia. Em 2021 a Secretaria de Saúde de Taubaté emitiu 2.532 notificações de casos de dengue, sendo que 239 foram confirmados como positivos.