
Foto: Alan Santos/PR
Apesar do clima de tensão internacional devido a possibilidade da invasão russa na Ucrânia, o presidente Jair Bolsonaro (PL) embarca nesta segunda-feira (14) para Moscou, na Rússia, onde terá agendas com o presidente Vladimir Putin e empresários.
Mesmo sendo aconselhado a adiar a visita à Rússia, o presidente ignorou os alertas e manteve a data da viagem, permanecendo no país até quinta-feira (17). De acordo com Bolsonaro, essa viagem é indispensável, já que o Brasil depende majoritariamente da importação de fertilizantes russos.
O encontro entre os líderes deve acontecer na quarta-feira (16), mas não antes de um rigoroso esquema de controle sanitário imposto a Bolsonaro. O presidente e sua comitiva devem se submeter a 5 testes do tipo RT-PCR para detecção do vírus da Covid-19, um deles realizado poucas horas antes da reunião.
Tensão internacional
As negociações na tentativa de superar as divergências políticas continuam, tudo para tentar evitar o início de uma guerra.
Líderes do Ocidente têm ameaçado o presidente russo com sanções severas caso o país invada a Ucrânia. Apesar disso, a Rússia mantém cerca de 130 mil militares na fronteira com o país, além de movimentar ao local arsenais de munição, hospitais de campanha e serviços de segurança, o que, de acordo com o governo ucraniano, confirma a preparação para operações ofensivas.
De acordo com os governos participantes das negociações, uma invasão pode acontecer a qualquer momento. Putin, por sua vez, disse que a suspeita de um ataque contra a Ucrânia era uma “especulação provocativa” feita pelo governo americano.