
Em entrevista à SP RIO+, o coordenador nacional do MBL, Renato Battista negou que a relação esteja complicada entre o Podemos e o Movimento Brasil Livre após a participação do deputado federal Kim Kataguiri (DEM) no podcast Flow, no qual o parlamentar afirmou considerar que a Alemanha errou ao ter criminalizado o partido nazista.
Battista, que é pré-candidato a Deputado Estadual pelo Podemos, afirmou que não haverá nenhum impedimento para a confirmação do partido em filiar o deputado federal.
O senador Álvaro Dias (Podemos) se indispôs com o MBL na última quarta-feira (9/2) ao afirmar que a filiação de Kim precisaria ser reavaliada.
“Ele [Álvaro Dias] deve ter sido questionado de uma maneira em que ele não tinha todos os elementos para poder fazer uma avaliação… essas questões já foram ajustadas e não vai ter nenhum impedimento nesse sentido”, disse Renato Battista.
O pré-candidato iniciou nesta sexta-feira, 11, uma visita à algumas cidades da região do vale do paraíba. “Eu tenho muitas reuniões com lideranças da região, justamente, para saber quais são as demandas da região… A gente aproveita esse período pré-eleitoral para isso”, explicou Battista. (Assista aqui a entrevista na íntegra)
Impactos na candidatura de Sergio Moro
“Gafe verbal” e “erro brutal”, foi assim que o ex-juiz e pré-candidato a presidência da república, Sergio Moro se referiu diante da repercussão da fala de Kim Kataguiri no podcast Flow.
“Ele já pediu desculpas. Eu acho que ele se equivocou profundamente em relação a essa fala e ele já pediu as escusas, pediu as desculpas a todas as pessoas, como tem que ser. Agora, ele tem um histórico como parlamentar. Não vamos apagar esse histórico porque ele cometeu esse erro brutal… Mas não reflete o que ele pensa, foi uma gafe verbal”, disse Sergio Moro, em entrevista a uma emissora de TV do Piauí, TV Meio Norte, nesta quinta-feira, 10.
Investigação na PGR
O deputado federal Kim Kataguiri está sendo investigado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras por suposto crime de apologia do nazismo.
Pelo fato do parlamentar possuir foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal (STF), o caso será analisado pela assessoria criminal de Aras.
Parlamentar contesta e pede desculpas
Em vídeo publicado nas redes sociais, Kim Kataguiri pediu desculpas após sua fala sobre o nazismo no podcast. “Eu errei, eu disse algo que ofende a comunidade judaica. Que faz com que ela se sinta ameaçada. Eu errei e a comunidade judaica tem razão de me criticar por eu ter dito esse absurdo”.
Após a confirmação do início das investigações determinadas por Augusto Aras, o parlamentar criticou o procurador-geral afirmando que ele faz “vista grossa para crimes que realmente aconteceram”.
“É aterrador que o PGR, que sempre faz vista grossa para crimes que realmente aconteceram tenha agido tão rápido. Quando há claros indícios de crime cometido pelo presidente da República, Augusto Aras nada faz. Porém, diante de uma conduta claramente de mero debate em um podcast, Aras age rapidamente – e com inquestionável cunho político para perseguir minha conduta de oposição ao Governo Bolsonaro. É um contrassenso”, declarou.