Na edição desta quarta-feira (5), da coluna “Na Visão”, o comentarista convidado, Dr. Sebastião Dominguez, comentou os principais acontecimentos políticos da semana. Confira!
Ministério da Saúde decide sobre vacinação de crianças contra Covid-19 nesta quarta-feira

Nesta quarta-feira (5), o Ministério da Saúde deve anunciar seu parecer final sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos de idade contra a Covid-19. Lembremos que desde 16 de dezembro a Anvisa já aprovou a imunização de crianças desta faixa etária, e a vacinação de crianças entre 5 e 11 anos de idade já acontece em diversos países. No Brasil, apesar da aprovação da Anvisa, o Ministério da Saúde ainda não deu aval para que as aplicações das doses pudessem ser realizadas.
Vale lembrar que nesta terça-feira (4), o governo anunciou que a maioria das pessoas que participaram da consulta pública sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos de idade foi contrária a necessidade da apresentação de receita médica para a aplicação da vacina.
Para especialistas, a vacinação desse grupo é essencial não só para conter a pandemia, mas para proteger as crianças diante do surgimento de novas variantes.
São Paulo registrou 110 casos de ‘flurona’ desde o início da pandemia
E além da preocupação com os casos de infecção pela Covid-19 e da recente alta no número de infectados pela gripe, o Estado de São Paulo declarou que 110 casos de ‘Flurona’, que se refere a uma infecção dupla de Covid-19 e Influenza, foram detectados.
Apesar disso, os profissionais da saúde dizem que a contaminação simultânea não aumenta os riscos das doenças e que apesar dos relatos de dupla contaminação, especialistas alertam que parte dos casos pode ser de codetecção, e não de coinfecção. Isto significa que parte dos pacientes pode ter recebido o diagnóstico ao mesmo tempo, mas não ter o os vírus da gripe e da Covid-19 atuando no organismo simultaneamente.
Após 3 anos de mandato, Bolsonaro cumpriu 1/3 das promessas de campanha
Em três anos de mandato, o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpriu uma de cada três promessas feitas durante a campanha eleitoral de 2018.
Levantamento exclusivo feito pelo portal g1 mostra que 20 de 58 compromissos assumidos pelo então candidato, eleito para um mandato de quatro anos, foram integralmente cumpridos. Isso corresponde a 34% do total.
Entre as promessas cumpridas, está a de “Ter a independência formal do Banco Central”, compromisso que consta do plano de governo de Bolsonaro. Em fevereiro de 2021, o presidente sancionou a lei aprovada pelo Congresso Nacional que estabelece a autonomia do Banco Central.
Já uma das promessas não cumpridas foi a de “Acabar com reeleição para presidente e reduzir número de parlamentares”. A reeleição para presidente continua válida e não houve nenhuma alteração no número de parlamentares no Congresso Nacional.
Os dados mostram, ainda, que 19% das promessas foram cumpridas parcialmente durante três anos de gestão – o que significa que ainda há pendências para que o trabalho seja considerado entregue. Já as promessas que ainda não foram cumpridas pelo governo Bolsonaro são 47%.

