
O ex-governador do Ceará e pré-candidato à Presidência , Ciro Gomes (PDT), foi alvo de um mandado de busca e apreensão da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (15). A investigação gira em torno de supostas irregularidades em obras da ampliação da Arena Castelão, principal estádio do Ceará, para a Copa do Mundo de 2014.
A PF aponta indícios de pagamentos de R$ 11 milhões em propinas diretamente em dinheiro ou disfarçadas de doações eleitorais, com emissões de notas fiscais fraudulentas por empresas fantasmas. A operação, batizada de “Colosseum”, mobiliza 80 policiais federais.
Segundo a PF, as fraudes ocorreram entre 2010 e 2013, anos em que o Ceará era governado por Cid Gomes (PDT), irmão de Ciro e hoje senador que também é alvo da operação.
Pelas redes sociais, o presidenciável classificou a operação como “abusiva” e que possui o objetivo de prejudicar a pré-candidatura à presidência em 2022.
“Não tenho dúvida de que esta ação tão tardia e despropositada tem o objetivo claro de tentar criar danos à minha pré-candidatura à presidência da República”, argumentou o pedetista.
Ciro também culpou o presidente Jair Bolsonaro (PL) de transformar “o Brasil num Estado Policial que se oculta sob falsa capa de legalidade.” A Secretaria de Comunicação da Presidência da República não se manifestou até o momento sobre a declaração.
Não tenho dúvida de que esta ação tão tardia e despropositada tem o objetivo claro de tentar me intimidar e deter as denúncias que faço todo dia contra esse governo que está dilapidando nosso patrimônio público com esquemas de corrupção de escala inédita.
— Ciro Gomes (@cirogomes) December 15, 2021