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Durante evento em São José dos Campos, o pré-candidato à Presidência da República Felipe d’Ávila (NOVO) defendeu a pauta das privatizações e a abertura da economia brasileira.
“Vamos fazer uma abertura unilateral da economia brasileira nos próximos quatro anos. O Brasil precisa se abrir para o mundo. Somos a nova economia do mundo, mas não participamos mais do que 1,5% da economia global”, disse o presidenciável aos conselheiros do ‘Desenvolve Vale’ durante encontro nesta segunda-feira (6).
Para criar empregos e gerar renda, a partir de um plano de economia globalizado, d’Ávila afirma que vai, primeiro, trabalhar para garantir segurança jurídica aos empreendedores e investidores. “Senão, como vamos atrair investimento? Vamos inserir o Brasil na OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), as regras vão obrigar o Brasil a se disciplinar”, afirmou.
O pré-candidato do Partido Novo garante que vai lutar contra o que chama de “PCC” – patrimonialismo, clientelismo e corporativismo – e que é possível estabelecer uma agenda de país, diminuindo a burocracia, com transparência e diálogo.
“Quando você escuta as pessoas, as palavras importantes aparecem. Durante a Reforma da Previdência, as palavras foram ‘fim do privilégio’. A partir daí, fizemos uma narrativa inteira para combater esses privilégios. Você tem que começar a envolver os poderes e exigir votações nominais, transparência. Se tivermos essa transparência e o seu nome aparecer numa votação, você não vai votar de forma impensada.”
Reformas e privatizações
Sobre a necessidade de realizar reformas importantes no país, d’Àvila afirmou que pretende simplificar as propostas para que elas sejam aprovadas.
“Eu quero a aprovação da Reforma Tributária antes de assumir o mandato. E, no caso da Reforma Administrativa, ela precisa incluir todas as categorias. A lei tem que ser igual para todos, mas no Brasil ela diz que é igual, mas na prática é diferente para determinadas categorias. Foi por isso que essa reforma não andou. Cada vez que você cria uma exceção na lei, todo mundo pega carona. Nós vamos focar na valorização. Quem faz um bom trabalho é sempre valorizado.”
Um dos assuntos abordados pelos conselheiros do ‘Desenvolve Vale’ foi a privatização de grandes empresas públicas, o que Felipe afirmou ser um dos objetivos dele.
“A ideia é privatizar tudo. Não faz sentido você ter uma empresa pública como a Petrobrás. Vamos privatizar e usar esse dinheiro para pesquisa e desenvolvimento, para resolver questões sociais e abater a dívida brasileira. Temos R$ 450 bilhões em dívidas. A gente precisa estabilizar isso”, disse o presidenciável.
Também participaram do evento o deputado federal e pré-candidato a governador do Estado de São Paulo Vinicius Poit (Novo), que falou sobre suas propostas e a necessidade da política ser mais aberta para a participação dos empreendedores. Também acompanharam o encontro o deputado estadual Sérgio Victor (Novo) e o vereador de São José dos Campos Thomaz Henrique (Novo).
Para o coordenador do ‘Desenvolve Vale’, Kiko Sawaya, esses encontros são importantes na apresentação de propostas que possam suprir as necessidades da região. “O Vale do Paraíba é uma das regiões mais importantes para o desenvolvimento do país. Nós acreditamos que momentos como esse nos permitem trazer as pautas que tanto dificultam o nosso desenvolvimento. Hoje é muito difícil ser empreendedor no Brasil. A esperança é de que esse espaço de diálogo possa gerar uma mudança positiva nesse sentido.”
Felipe d’Ávila foi o segundo convidado do ‘Desenvolve Vale’ para o ciclo de sabatinas “O Vale em debate: oportunidades e desafios para o futuro”, que vai convidar todos os candidatos que já colocaram seus nomes na disputa pela Presidência da República para encontros em São José dos Campos. Ciro Gomes (PDT) foi o primeiro participante.