
A partir desta quarta-feira (10), a gestão da rodoviária nova de Taubaté passa à iniciativa privada.
O projeto de privatização do terminal começou em 2017. Na época, o espaço ainda passava por obras no telhado, após o registro de quedas de telhas em 2015. A licitação foi vencida pela empresa Tarobá, que também administra o terminal de Foz do Iguaçu, no Paraná.
O contrato com a empresa é de 20 anos, e a previsão, é de que ela pague uma outorga de R$ 2,16 milhões pela exploração comercial do espaço, onde vai ser criada uma nova praça de alimentação e a instalação de novas lojas.
Além disso, a concessionária terá que pagar R$ 2 milhões ao ano à prefeitura, além de repassar a gestão municipal 1% do recebido com a exploração comercial. O valor mínimo estimado é de R$ 200 mil. Caso o contrato seja prorrogado para mais 30 anos, a receita com a exploração comercial do terminal pode chegar a R$ 127,5 milhões.
Outra obrigação da Tarobá será investir R$ 4,379 milhões em melhorias no terminal no primeiro ano de contrato. Estão previstos serviços como instalações elétrica e hidráulica, reorganização das plataformas e a revisão do sistema de comunicação e mobiliário.
Atualmente, quem usa a Rodoviária de Taubaté paga taxa de embarque pelo uso do espaço, que varia de R$ 1,15 a R$ 7,35, dependendo da quilometragem da viagem. Quem faz o percurso de Taubaté a São José dos Campos, por exemplo, paga hoje R$ 1,15.
A empresa informou que o valor vai ser reajustado em janeiro, conforme o plano atual da prefeitura, e que vai ser repassado o índice da inflação.