
O novo layoff da General Motors (GM) começa nesta segunda-feira (8) com a suspensão de 700 contratos do turno de produção da S10. A medida é uma consequência da falta de semicondutores no mercado, crise que afetou o mercado automotivo global.
O regime de suspensão temporária de contratos pode durar cinco meses, com possibilidade de extensão por mais cinco meses. Durante o período, será garantido 100% do salário líquido e o pagamento do FGTS. O regime de layoff prevê que uma parte dos salários seja paga com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).
Em São José dos Campos, a produção da picape S10 possui 2.200 trabalhadores. Ao todo, a fábrica possui cerca de 3.800 funcionários e também produz o modelo Trailblazer.
Sindicato dos Metalúrgicos
Em entrevista à SP RIO+, Ricardo Almeida, secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, afirmou que a entidade vê essa crise com “bastante preocupação” e defendeu a estabilidade dos empregos.
“É uma crise global. Porém, precisamos achar alternativas para manutenção dos postos de trabalho. Os trabalhadores não podem perder emprego por causa dessa crise dos semicondutores”, disse Ricardo.