
A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) foi autorizada a iniciar a transferência de água do rio Paraíba do Sul para o sistema Cantareira, reservatório que abastece a Grande São Paulo, que está com baixo nível de armazenamento devido às fracas chuvas.
Apesar da medida, os órgãos reguladores autorizaram a retirada de volume de água será de 40 bilhões de litros até o fim do ano. A Sabesp planejava transferir 60 bilhões.
A medida ocorre para evitar risco de desabastecimento e é permitida quando o volume do reservatório estiver inferior a 30%.
A portaria feito pelo DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), agência reguladora ligada ao governo do estado de São Paulo, que dá validade prática à autorização para que a transferência, foi publicada no Diário Oficial do Estado deste sábado (16).
Na última sexta-feira (15), o sistema Cantareira operava com 28,2% da capacidade. No mesmo dia, o sistema completou 78 dias sem registrar uma única alta em seu volume armazenado. A última vez em que o nível subiu foi em 29 de julho deste ano. Por conta da estiagem e do baixo volume de chuvas, a quantidade de água disponível no manancial caiu ou se manteve estável.
Responsável pelo abastecimento diário de mais de 7 milhões de pessoas, o sistema Cantareira é o mais importante dos sete mananciais que compõem o sistema integrado que abastece a Região Metropolitana de São Paulo.
Transferência
A Sabesp atingiu no dia 2 de setembro o limite anual de 162 bilhões de litros de água, que pode transferir do Rio Paraíba do Sul para o sistema Cantareira.
Isso é feito pela Companhia desde 2017 como estratégia de reforçar o manancial, que sofreu uma crise hídrica entre 2015 e 2016.
Com isso, a Sabesp só poderia retomar essa captação de água em janeiro de 2021.
Por esse motivo, ainda em setembro, a Sabesp acionou o DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), agência reguladora ligada ao governo de São Paulo, para obter a autorização de retomar a captação da água do Rio Paraíba do Sul ainda neste ano.
A regulação é feita por vários órgãos estaduais porque o rio Paraíba do Sul banha três estados diferentes: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.