
Será assinado na tarde desta sexta-feira (15) o contrato de concessão da Arena de Esportes de São José dos Campos.
O contrato, que terá duração de 20 anos, com possibilidade de prorrogação para mais 10 anos, será assinado com a empresa MCG Suplementos Alimentares, que pertence ao grupo Farma Conde, empresa que patrocina o time masculino de vôlei da cidade.
Durante o contrato, a empresa irá repassar à prefeitura 10% da receita bruta obtida com a exploração comercial do espaço, sendo que o percentual mínimo previsto no edital era de 5%.
Concessão
A arena, que está localizada no Jardim das Industrias, na zona oeste, tem capacidade para 5.000 lugares e estacionamento com 705 vagas, sendo 497 para carros. Durante a concessão, a Prefeitura terá dois dias da semana reservados para a realização de atividades ou eventos.
Nas terças e quartas, a arena poderá receber jogos das equipes esportivas que representam o município. Nessas datas, não haverá cobrança na bilheteria e no estacionamento do complexo. A Prefeitura não terá que pagar nada à empresa pelo uso da arena nesses dias.
Nos demais dias da semana, o complexo poderá ser explorado comercialmente pela concessionária, com o aluguel do espaço para eventos esportivos e shows, por exemplo. Além disso, a empresa poderá obter receitas com publicidade e também com a cobrança pelo estacionamento, seja em dia de evento ou em dias comuns, como um estacionamento particular.
Arena
Iniciada em 2011, no governo Eduardo Cury (PSDB), a construção da Arena de Esportes deveria ter custado R$ 33,4 milhões e ter sido concluída em agosto de 2012. Nove anos depois, o gasto total no complexo já chega a R$ 69,4 milhões, um aumento de R$ 36 milhões.
Desse total, R$ 13,4 milhões foram gastos no primeiro contrato, com a Recoma, que foi rescindido em 2014, no governo Carlinhos Almeida (PT). A empresa executou apenas 40% da obra.
Retomada em maio de 2019, pela gestão de Felicio Ramuth (PSDB), a obra teve um custo extra de R$ 41,8 milhões e tinha previsão de entrega em 18 meses, mas o contrato com a empresa Porto Belo sofreu prorrogações, além de ter ficado mais caro, chegando a R$ 46,1 milhões.
Outros gastos foram feitos com a ‘pele de vidro’ que reveste o espaço, além de melhorias nos acessos, com paisagismo, com a construção de um estacionamento e com o fechamento do entorno da arena.