Foto: Gustavo Marcelino/Santuário Nacional de Aparecida
O presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) visitou o Santuário Nacional de Aparecida, na tarde desta terça-feira (12), Dia de Nossa Senhora Aparecida.
Bolsonaro chegou à Basílica, por volta de 13h30, e participou de uma missa em homenagem a padroeira. Ao chegar no Santuário, Bolsonaro usava máscara de proteção contra a Covid-19 enquanto comprimentava apoiadores. Um outro grupo que estava no local vaiou o presidente.
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Bolsonaro estava em Guarujá, no litoral sul paulista, no litoral sul de São Paulo, desde de Sexta-feira (8). Ele foi à Aparecida de helicóptero.
Mais cedo, na principal cerimônia do dia, o arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, defendeu uma pátria sem armas e também pediu ‘uma República sem mentira e sem fake news’.
“Para ser pátria amada, seja uma pátria sem ódio. Para ser pátria amada, uma república sem mentira e sem fake news. Pátria amada sem corrupção. E pátria amada com fraternidade. Todos irmãos construindo a grande família brasileira”, disse o religioso durante o sermão
O clérigo não citou o nome do presidente Bolsonaro, mas o slogan ‘Pátria Amada’ é usado em seu governo. O político é favorável ao armamento da população e é investigado em um inquérito sobre propagação de informações falsas que corre no Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante o sermão, Brandes lamentou as mais de 600 mil mortes por Covid-19 e defendeu a vacina e a ciência. “Mãe Aparecida, muito obrigado porque na pandemia a senhora foi consoladora, conselheira, mestra, companheira e guia do povo brasileiro que hoje te agradece de coração porque vacina sim, ciência sim e Nossa Senhora Aparecida junto salvando o povo brasileiro”, disse o Arcebispo.
Os ministros da Cidadania, João Roma, e da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, acompanharam a cerimônia. O presidente Bolsonaro está em Guarujá desde a última sexta-feira (8). Questionado se o sermão era um recado para o presidente, Brandes disse que a mensagem era “para todos os brasileiros”.
“Respeitamos as autoridades mesmo discordando e falamos com a doutrina da igreja. Nós estamos quebrando a aliança com o ódio e a corrupção e para confirmarmos a nossa República e a democracia”, finalizou o clérigo.

