
O YouTube anunciou nesta quarta-feira (29) que, em parceria com autoridades sanitárias de diferentes países, vai ampliar seus esforços para combater a desinformação sobre saúde. Desde outubro de 2020, a plataforma retirou 130 mil vídeos com conteúdos falsos sobre vacinas contra a Covid-19.
De acordo com o YouTube, “conteúdo falso, que sugira especificamente que as vacinas aprovadas são perigosas e causam efeitos crônicos, que afirme que as vacinas não reduzem a transmissão do vírus ou a taxa de pessoas doentes, ou que traga informações enganosas sobre os ingredientes das vacinas, será removido”.
As novas políticas não se aplicam apenas à vacinação contra a Covid-19 ou se limitam a programas de vacinação de rotina — contra sarampo e hepatite B — mas se estendem por toda a classe de imunizantes que vem sendo atacada por integrantes de movimentos antivacina.
Em parceria com a OMS (Organização Mundial de Saúde), a plataforma desenvolveu dez regras contra informações enganosas sobre o coronavírus, ainda no início da pandemia. E, já há algum tempo, proíbe conteúdo que promova remédios prejudiciais ou que prometem curas falsas.
Vídeos removidos de Bolsonaro
Em julho deste ano, o YouTube removeu vídeos e transmissões ao vivo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Segundo a rede social, os vídeos mencionavam que hidroxicloroquina e ivermectina são eficazes para tratar ou prevenir Covid-19, que há uma cura para a doença, e que as máscaras não funcionam para evitar a propagação do vírus.