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O mercado de motos retomou a produção, e ainda assim, não está conseguindo atender a demanda.
“As fábricas trabalham para atender a demanda do mercado, que segue em alta, especialmente por modelos de entrada e de baixa cilindrada, muito utilizados como instrumentos de trabalho e transporte de baixo custo, disse o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, ao divulgar nesta terça-feira (14) o balanço do setor.
Foram produzidas em agosto mais de 123.722 unidades, 30,2% mais que em julho (95.025 motocicletas) e 25,8% mais que em agosto de 2020.
A motocicleta é um veículo barato, de fácil operação, tem baixo custo de manutenção e permite deslocamentos mais rápidos tanto nas cidades como nas estradas e na zona rural.
Além disso, com o preço da gasolina nas alturas, a moto acaba sendo uma boa opção nesse momento de crise. Tanto que a maior parte das vendas é das motos pequenas, mais usadas para o trabalho, entregas de encomendas e comida nas casas das pessoas.
No acumulado do ano, foram fabricadas 787.610 motocicletas, alta de 33,8% na comparação com o mesmo período de 2020 (588.495 unidades). É o melhor resultado acumulado desde 2015.