Na edição desta quarta-feira (8) do Jornal Abre Aspas, o comentarista convidado, Dr. Sebastião Dominguez, comentou os principais acontecimentos políticos da semana.
Em discurso, Bolsonaro diz que não cumprirá decisões do ministro Alexandre de Moraes

O presidente da república Jair Bolsonaro (sem partido) discursou na Avenida Paulista, em São Paulo e afirmou que não vai mais cumprir as decisões do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Bolsonaro voltou a atacar o sistema eleitoral brasileiro, outros integrantes do STF e governadores e prefeitos que tomaram medidas de combate a pandemia da Covid-19. Pela constituição brasileira, ninguém pode descumprir uma decisão judicial.
O chefe do executivo disse, que Alexandre de Moraes deve, “se enquadrar” ou “pedir pra sair”. Bolsonaro afirmou ainda, que o ministro “oprime” e “censura” o povo brasileiro.
Alexandre de Moraes é responsável pelo inquérito que investiga o financiamento e organização de atos contra as instituições e a democracia e pelo qual já determinou prisões de aliados do presidente e de militantes bolsonaristas.
Bolsonaro é alvo de cinco inquéritos no supremo e no tribunal superior eleitoral. Moraes vai ser presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em 2022.
Partidos do centrão começam a discutir impeachment de Bolsonaro

Os partidos do centrão decidiram consultar suas bancadas sobre a adesão a um pedido de impeachment contra o Jair bolsonaro. Entre os partidos que devem começar a reunir suas bancadas estão: Solidariedade; PSDB; e MDB, que possuem lideranças do governo no congresso.
Ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) discutem estratégia jurídica que pode deixar Bolsonaro, inelegível para a eleição de 2022. A informação foi publicada pelo jornal o Estado de S. Paulo.
A decisão parte de inquérito administrativo instaurado em resposta a uma transmissão ao vivo realizada pelo presidente, em julho, acusando o tribunal, sem provas, de fechar os olhos para evidências de manipulação em urnas eletrônicas.
A estratégia da inelegibilidade é discutida nos bastidores para ser usada apenas em caso extremo, de risco efetivo de ruptura institucional.