
A inflação acumulada, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), subiu 0,96% em julho, o maior resultado para o mês desde 2002, quando a alta foi de 1,19%. Esse índice mede o reajuste nos preços para as famílias com renda entre um e 40 salários mínimos. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
No ano, o indicador acumula alta de 4,76% e, em 12 meses, 8,99%, ficando acima do registrado nos 12 meses imediatamente anteriores (8,35%). É a maior taxa desde maio de 2016, quando o IPCA ficou em 9,32% em 12 meses. Em julho do ano passado, a taxa mensal foi de 0,36% e em junho de 2021, o índice ficou em 0,53%.
De acordo com o IBGE, oito dos nove grupos pesquisados apresentaram alta no mês, com o maior impacto vindo do aumento de 3,10% na habitação, grupo pressionado pela alta de 7,88% na energia elétrica.
O que dizem os especialistas
Segundo o assessor da Braúna Investimentos, David Har-Zahav, a inflação afeta o poder de compra da população. Isso porque os mesmos itens que você comprava no mercado com R$ 100,00, atualmente você precisa de R$ 109,00 para realizar a mesma compra, precisando de R$ 9,00 adicionais.
Poupança
O assessor ainda ressalta que com a inflação em alta, manter seu dinheiro na Poupança “não compensa!”. Isso porque o rendimento da Poupança está em 5,25% ao ano, valor menor do que a inflação do período.
“Nós sabemos que a poupança tem aquela rentabilidade, aquela liquidez, isenção de imposto de renda, mas existem alguns detalhes, que para o investidor é ruim, porque se ele não carrega 30 dias a posição na poupança ela não é remunerada. E por conta disso, a poupança acaba não ganhando da inflação. Então quem está com dinheiro na poupança está perdendo dinheiro”, disse David.
Vale ressaltar que a captação de investimentos da Poupança dos últimos meses foi de R$ 70 bilhões, valor considerado muito alto.
Opções para sair desse problema
David ainda ressaltou, que tem sentido que as coisas tem ficado muito caras com o passar do tempo. Mas existem formas que não fazem o consumidor correr o risco para proteger o seu dinheiro, e por conta disso, existem algumas modalidades de CDB, que são títulos de renda física e até títulos com CRAI e CRI, que estão ligados a inflação.
“Essas modalidades pagam exatamente o que a inflação vária e ainda te da mais um retorno adicional, que esse sim, dá o lucro real”, afirmou o assessor.