
O governo federal excluiu o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Especiais) da atribuição de divulgar os dados sobre alertas de incêndios e queimadas em todo o país. O órgão federal fazia esse trabalho há décadas, divulgando diariamente dados técnicos sobre o avanço do fogo e volume queimado em cada região. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (12) durante uma reunião realizada pelo Ministério da Agricultura.
O Inmet fará esse trabalho, por meio de seu novo “Painel de Monitoramento ao Risco de Incêndio”, ferramenta que vai monitorar e divulgar os locais com maior probabilidade de ocorrência de incêndios no Brasil. Segundo o diretor do órgão, Miguel Ivan Lacerda de Oliveira, a divulgação feita até hoje teria problemas de integração de dados.
“É um problema que o Brasil enfrentava há décadas, na verdade há mais de 40 anos, a pulverização na divulgação de dados sobre incêndio e meteorologia”, disse Oliveira.
Por meio de nota, o Ministério da Agricultura declarou que “a iniciativa se deu devido aos incêndios florestais e queimadas, que ocorrem normalmente de julho a setembro no Brasil central, ocasionando grande impacto ao meio ambiente, ao agronegócio e à economia brasileira”.
Desde 2019, o governo queria alterar o sistema e a divulgação de informações. Essa missão ficou a cargo do então ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, que, a mando do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), queria alterar o sistema aberto de dados. O monitoramento do desmate feito pelo Inpe motivou uma crise no governo após o presidente e integrantes de sua equipe questionarem os dados medidos pelo órgão.
*Com informações do UOL.