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Cinco presos morreram em decorrência da Covid-19 na penitenciária Doutor José Augusto Salgado, a P2 de Tremembé.
De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), a unidade é a com maior número de mortes desde o início da pandemia na região, com seis óbitos. Dos 477 internos, apenas 128 foram vacinados com a primeira dose da vacina contra a doença.
As mortes aconteceram entre os dias 17 de junho e 7 de julho. Entre eles estão: um ex-policial condenado a mais de 30 anos de prisão pela participação na morte de jovens em uma favela na capital; um empresário condenado por lavagem de dinheiro no esquema do mensalão; um advogado condenado por roubar a indenização de uma cliente e um suspeito de roubo de carga de celulares em 2021, que cumpria prisão preventiva durante a investigação.
Todos eles apresentaram os sintomas, ficaram em isolamento, chegaram a ser atendidos, mas não resistiram. Ao menos quatro deles morreram em hospitais públicos em Taubaté.
Vacinação em presídios
Os presos fazem parte do programa de imunização contra a Covid-19, porém, as doses aplicadas nesse grupo são em ritmo menor.
Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, foram aplicadas 637 doses para uma população carcerária de cerca de 12 mil pessoas. Um volume de 5% do total de pessoas presas. Na P2, onde foram registrados os óbitos, foram 128 doses, sendo que a unidade tem 477 presos.
Os presos que morreram na P2 tinham 65, 63,62,56,53 e 47 anos. Todos tinham idades já incluídas no calendário de vacinação estadual, que também se aplica a pessoas presas. Mas apenas três haviam recebido a vacina.