Empresário Carlos Wizard no Senado – Foto: Agência Senado
O empresário Carlos Wizard decidiu ficar em silêncio durante seu depoimento, nesta quarta-feira (30), à CPI da Covid, no Senado. Uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) o autorizou a não responder às perguntas dos senadores para “não se incriminar”.
O empresário foi convocado pela CPI, suspeito de integrar o suposto “gabinete paralelo”, q que aconselhava o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na condução da pandemia em contraposição ao Ministério da Saúde.
Na abertura do depoimento, Wizard negou a existência de um “gabinete paralelo” e ressaltou que nunca esteve a sós com o presidente. O empresário justificou o motivo pelo qual não foi a sua primeira convocação ao colegiado – no dia 17 de junho – alegando problemas de saúde de familiares. Wizard fez um discurso religioso, utilizando trechos e citações bíblicas.
Após as declarações iniciais, ele próprio afirmou que permaneceria calado sobre todas as questões”. O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), resolveu fazer perguntas mesmo assim.
“Me reservo ao direito de permanecer em silêncio”, respondeu Wizard a 89 perguntas realizadas pelos senadores.
O empresário quebrou o silêncio apenas em duas oportunidades. Na primeira, negou que tenha relacionamento com a empresa que negociava vacinas da CanSino e, na segunda, disse que não tinha interesse em participar do mercado de imunizantes.
o presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), disse que irá recorrer da decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, que concedeu o direito ao empresário de permanecer em silêncio durante a comissão.