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Após as suspeitas de irregularidades envolvendo o contrato para a compra da vacina indiana Covaxin, contra Covid-19, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou a CNN Brasil que decidiu suspender a negociação, intermediada pela farmacêutica brasileira Precisa Medicamentos.
“Não é mais oportuno importar as vacinas neste momento”, afirmou Marcelo Queiroga.
O contrato para a aquisição da vacina foi assinado pelo Ministério da Saúde em fevereiro, prevendo a importação de 20 milhões de doses do imunizante, desenvolvido pela indiana Bharat Biotech. As doses não foram enviadas ao Brasil, pois a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) negou os pedidos de importação da vacina, que não atendia aos critérios técnicos da agência reguladora.
CPI investiga contrato
O imunizante se tornou alvo de investigação da CPI da Covid-19, após um depoimento de Luis Ricardo Fernandes Miranda, servidor do Ministério da Saúde, ao Ministério Público. Luis Ricardo afirma ter sofrido “pressão atípica” para acelerar os trâmites da Covaxin dentro da pasta.
Luis Ricardo e o irmão, o deputado Luis Miranda (DEM-DF), foram escutados na CPI na última sexta-feira (25).
Os depoentes apontaram que o Ministério assinou um contrato de compra da vacina por um preço 1.000% maior do que o anunciado pela própria fabricante, que em agosto de 2020 era de US$ 1,34 por dose. O valor do imunizante, acordado em dezembro, foi de US$ 15,00 por dose.
Após o depoimento, o Senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI, protocolou, nesta segunda-feira (28), uma notícia-crime contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Supremo Tribunal Federal por prevaricação no caso da compra da vacina Covaxin.