
Funcionárias das empresas terceirizadas da LG, em Taubaté, realizaram um protesto em frente à fábrica, nesta quinta-feira (22). O ato que começou por volta das 9h durou cerca de uma hora e reuniu funcionárias das empresas Blue Tech e 3C, de Caçapava, e da Sun Tech, de São José dos Campos.
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De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, a ação vem por conta de cobranças de alternativas contra o fim da produção de celulares, notebooks e monitores na unidade. As funcionárias estão em greve desde o dia 6 de abril, quando as terceirizadas anunciaram que também fechariam com o encerramento da produção da LG, em Taubaté, aonde impactar mais de 430 empregos.
Na terça-feira (20), as funcionárias rejeitaram a proposta de indenização das empresas terceirizadas, que ofereceram apenas dois salários. Segundo a entidade, se a LG mantiver a decisão, eles querem a equiparação da indenização. Na primeira proposta apresentada pela empresa, a indenização tinha o valor mínimo de R$ 8 mil e chegava a R$ 35 mil.
Na segunda-feira (19), os trabalhadores da planta de Taubaté voltaram ao trabalho após uma assembleia realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos. O plano da entidade pretende criar uma nova rodada de negociação para a indenização e de reuniões com o governo estadual e Ministério Público em busca de incentivos fiscais para manter a produção de monitores em Taubaté.
A LG decidiu encerrar a produção de celulares, afetando a fábrica de Taubaté, que era a planta é a única no Brasil voltada para a produção de smartphones. A empresa também afirmou que vai transferir a divisão de monitores e notebooks para Manaus (AM). Apenas os setores de call center e assistência técnica deverão ser mantidos na cidade.