
Os funcionários da Ecobus, empresa que opera o transporte coletivo em São Sebastião, entraram nesta quinta-feira (25), no terceiro dia de greve. A paralisação se mantém, após a falta de acordo na audiência online de mediação, realizada pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de Campinas.
Segundo a empresa, somente 50% da frota está atuando nos horários de pico e 35% nos demais períodos.
A empresa alega que há mais de quatro anos não há reajuste da tarifa por parte da Prefeitura e que, em razão da crise econômica provocada pela pandemia do Covid-19, houve redução de receita na ordem de 85%. A Ecobus informou ainda, que houve a suspensão do pagamento do subsídio mensal, o que é objeto de discussão judicial.
Já a Prefeitura de São Sebastião, informou que está ciente da greve, é solidária à causa e que tem cumprido seus pagamentos a emprsa, além de buscar “dentro dos limites da Lei, alternativas para resolver as questões relacionadas ao transporte público coletivo”.
Audiência
Na audiência, que contou com a participação de advogados da Ecobus, da Prefeitura e do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários Urbanos, Cargas e Anexos do Litoral Norte, Francisco Israel, ficou definido que o Município efetuará um pagamento à empresa de R$ 82 mil e o dinheiro será utilizado pagamento de verbas salariais dos empregados de maneira igual a todos, inclusive os demitidos recentemente, privilegiando o vale-alimentação e a terceira parcela do 13º salário em atraso.
Além disso, a Prefeitura fará um levantamento, até o dia 30 deste mês, de eventuais pendências e, se for caso, apresentará um calendário de pagamento.
Por parte da Ecobus, ficou definido que não haverá demissões de trabalhadores devido à greve e a empresa se comprometeu a fornecer ao sindicato, por e-mail, imediatamente, a escala de trabalho para efeito do cumprimento da liminar deferida.