
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou na manhã desta quarta-feira (10), na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo. Essa foi a primeira manifestação pública depois que o STF (Supremo Tribunal Federal) anulou as condenações da operação Lava Jato sobre os casos de Lula.
“Eu sei que fui vítima da maior mentira jurídica contada em 500 anos de História”, disse o ex-presidente
No palanque estavam figuras políticas como o ex-prefeito e candidato à Presidência da República Fernando Haddad, o ex-candidato à Prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL) e a presidente do PT Gleise Hoffman.
Lula também realizou críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). As críticas foram diretamente direcionadas no modelo de combate à pandemia adotado pelo governo federal, na alta taxa de desemprego atual e na política de compra de armas, defendida por Bolsonaro. “Esse povo não está precisando de armas, está precisando de emprego”.
O petista ainda prestou condolências às famílias que tiveram vítimas da Covid-19. “A dor que eu sinto não é nada diante da dor que sofrem mais de 260 mil pessoas que viram os seus entes queridos morrer”, declarou.
O ex-presidente não confirmou diretamente se vai tentar concorrer a eleição presidencial de 2022, mas disse que vai continuar pleiteando a suspeição do ex-juiz Sergio Moro no Supremo Tribunal Federal (STF).
“Nós vamos continuar brigando para que o Moro seja considerado suspeito, porque ele não pode ser considerado o maior mentiroso do Brasil e ser chamado de herói por aqueles que querem me culpar”, disse.
Lula fez um agradecimento especial ao presidente da Argentina Alberto Fernandez, que, segundo ele, foi o primeiro a felicitá-lo pela reversão das condenações. O ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, também foi lembrado.